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Depois do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, o Palácio do Planalto tem uma nova estratégia para lidar com o efeito da absolvição da chapa Dilma-Temer: o contra-ataque. A ideia é descontruir o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ministro do STF, Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, para tentar evitar o avanço de uma provável denúncia contra Michel Temer. E para conquistar o objetivo, o governo espera contar com o apoio do Congresso.
São necessários pelo menos 172 votos na Câmara para barrar a esperada acusação do Ministério Público. Um ministro próximo do presidente conversou com a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo e garantiu que a maioria dos deputados tem receio da Lava Jato, ou seja, não deve apoiar o avanço da operação. Temer é investigado por corrupção passive, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa.
O PSDB deve decidir se sai ou não do poder na próxima segunda-feira, dia 12, em reunião do Diretório Nacional. Formado por partidos de médio porte, como o PP, PR, PTB, PRB e PSC, o Centrão enxergou na crise política uma oportunidade para se mostrar solidário ao presidente.

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