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Um congolês olha a mão e o pé cortados de sua filha de cinco anos que supostamente foi canibalizada pelos membros da milícia da Companhia Abir Congo de Borracha, em 1904. O nome do homem é Nsala Wala. Conta a história que ele não alcançou sua cota de colheita de látex do dia, de modo que os capatazes designados pela companhia cortaram os pés e as mãos de sua filha Boali. Mas isso não foi tudo, eles mataram sua esposa também. E se isso já não fosse cruel o suficiente, eles canibalizaram Boali e sua mãe.

Há outras exposições históricas sobre a foto -uma diz que havia mais um filho-, mas quase todas convergem no castigo pela falta de produtividade de Nsala. Provavelmente a versão relatada aqui seja a correta, pois foi contada no livro "Não me chame de dama: A jornada de Alice Seeley Harris", uma biografia da missionária, fotógrafa e ativista britânica Alice Harris, autora da foto.

Toda essa imundície ocorreu no período do Congo Belga, no reinado de Leopoldo II que decretou que essa terra era sua e que essas pessoas deveriam servir a sua própria ganância. O rei Leopoldo II usava uma força mercenária privada, a Force Publique, para fazer seu terrorismo, assassinar e cortar membros. Oficiais brancos comandavam soldados locais, muitos dos quais eram canibais de tribos no alto do Congo.

Leopoldo II foi um dos maiores assassinos da história. Com seu império colonial no Congo matou quase 10 milhões de pessoas e incapacitou outros tantos cortando seus membros e órgãos genitais. A parte irônica desta história é que Leopoldo II cometeu essas atrocidades sem nem sequer pisar no Congo. Sob a administração de Leopoldo II, o Estado Livre do Congo tornou-se um dos maiores escândalos internacionais do início do século XX.




MDig.

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