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No Vale do Frígio, região central da Turquia, a oeste de Anatólia, inúmeros rastros petrificados em rochas de origem desconhecida podem ser vistos por toda a região. Esses rastros gravados nas rochas tem espaços uniformes, como se tivessem sido feitos pelas rodas de uma carroça pesada ou algum outro veículo similar. Os sulcos mais profundos chegam a ter um metro de profundidade. Em alguns desses sulcos também é possível observar arranhões horizontais que parecem ter sido deixados por eixos, utilizados pelas rodas. Esse tipo de rastros são semelhantes aos encontrados na ilha de Malta, no Mar Mediterrâneo.

Teorias

Devido a não ter uma datação mais precisa de quando esses rastros petrificados foram feitos, alguns pesquisadores acreditam que foram criados a cerca de 12 a 14 milhões de anos atrás por uma civilização antiga. Alguns teóricos da conspiração afirmam que os rastros podem ter sido criados por alienígenas que conduziram veículos pesados sobre um terreno que ainda estava coberto de lama e cinzas vulcânicas. Ao longo dos séculos, o terreno se solidificou, preservando os sulcos, da mesma forma que pegadas de dinossauros foram preservadas em rochas. Um dos geólogos que acreditam nessa teoria é o russo Alexander Koltypin, diretor do Centro de Pesquisa Científica de Ciências Naturais da Universidade Internacional Independente de Ecologia e Politologia de Moscou.


De acordo com a história, as primeiras estradas apareceram na antiga Anatólia durante o Império hitita (1600 a.C. – 1178 a.C). Mais tarde, caminhos foram deixados na rocha macia pelos Frígios, Lycians e Carians, tribos que viviam na região. Até finalmente, esses caminhos fazerem parte da rede viária romana, que cobria a Turquia, tanto quanto o Eufrates e muito mais além.

Origem Agrícola

Os rastros do Vale de Frígio no entanto são mais antigos do que o Império hitita, mas não por milhões de anos, como alguns geólogos querem supor. Um estudo realizado em 2004, sugere que esses rastros provavelmente foram criados não como estradas, mas como fins agrícolas a cerca de 5.000 anos atrás e que os sulcos eram provavelmente valas de drenagem ou utilizadas como base para o cultivo. Como a região era árida, os sulcos foram escavados na rocha, a fim de reter o solo e a água. A distância regular entre os sulcos, provavelmente refletia a distância viável para uma pessoa trabalhar neles, possivelmente relacionados com o comprimento das ferramentas agrícolas utilizadas na época e ao alcance dos agricultores.


“Longos trechos de linhas simples ou paralelas parecem ter mais a ver com a gestão da água e estes muitas vezes têm um gradiente superficial, o que eu acho que é para canalizar a água a uma constante, mas num suave fluxo em áreas de campos“, disse Claudia Sagona, uma especialista em arqueologia da Turquia e de Malta, da Universidade de Melbourne, que conduziu o estudo. “Esta explicação mais plausível provavelmente não vai ser aceita por aqueles que querem acreditar numa invasão alienígena em nosso planeta, mas acho que o aspecto realmente surpreendente é a forma como foram engenhosos e experientes os antigos agricultores. Eles conheciam suas terras, e entendiam como a água poderia ser gerida e desenvolveram estratégias para melhorar a produção de alimentos.”

Confira uma série de imagens mais abaixo

























Magnus Mundi.

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