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Em coluna publicada no jornal “O Globo”, a jornalista Míriam Leitão afirmou ter sido agredida verbalmente por cerca de duas horas durante um voo de Brasília para o Rio de Janeiro. Segundo ela, os agressores eram dirigentes do Partido dos Trabalhadores que voltavam do 6º Congresso Nacional do partido.
As agressões começaram antes do embarque, segundo a jornalista. “Antes de chegar ao portão, fui comprar água e ouvi gritos do outro lado. Olhei instintivamente e vi que um grupo me dirigia ofensas. O barulho parou em seguida, e achei que embarcariam em outro voo”, relatou.
Míriam disse que os militantes tinham cerca de 50 anos e também a xingaram logo depois que entraram no avião. “Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo”, escreveu.
O grupo, que estava próximo ao assento da jornalista, a acusou de ser terrorista. Segundo ela, a companhia aérea Avianca nada fez a não ser oferecer um lugar mais à frente. Em nenhum momento o piloto pediu silêncio aos manifestantes.
“O piloto nada disse ou fez para restabelecer a paz a bordo. Nem mesmo um pedido de silêncio pelo serviço de som. Ele é a autoridade dentro do avião, mas não a exerceu. A viagem transcorreu em clima de comício, e, em meio a refrões (sic), pousamos no Santos Dumont”, escreveu.
O PT não publicou nota oficial sobre o caso em seu site até a publicação deste artigo.

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