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Pequim, 4 jun (EFE).- O governo da China pediu neste domingo que os Estados Unidos abandonem sua atitude "irresponsável" perante os conflitos territoriais na região Ásia-Pacífico e lhes acusou de terem "segundas intenções", em resposta aos recentes comentários do secretário de Defesa americano, James Mattis.
Em sua participação em um fórum sobre segurança na Ásia, Mattis advertiu à China no sábado de que os EUA não aceitarão sua militarização no disputado mar da China Meridional ou que imponha "reivindicações marítimas excessivas e sem apoio da lei internacional".
Hua Chunying, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do país asiático, criticou hoje as declarações de Mattis e as considerou "errôneas".
"A parte chinesa se opõe firmemente e urge às partes implicadas a parar de realizar declarações irresponsáveis, respeitar os esforços dos países da região para manter a paz e a estabilidade no mar da China Meridional e exercer um papel construtivo com esse fim", declarou Hua em um comunicado publicado no site de chancelaria chinesa.
A porta-voz salientou ainda que "certos países de fora da região, movidos por segundas intenções, insistem em realizar comentários errôneos", em referência aos Estados Unidos.
A China considera que a situação no Mar da China Meridional - que Pequim exige praticamente em sua totalidade frente às reivindicações de Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei e Taiwan -, se acalmou recentemente e culpa os EUA de ameaçarem sua soberania ao fazer "demonstrações de força" sob o pretexto da liberdade de voo ou navegação.
Hua reiterou hoje que a construção por parte do seu país de instalações em ilhas artificiais da região - que poderiam ser de uso militar - cumpre com a legalidade e as obrigações internacionais da China no que considera sua soberania.
"Não tem nada a ver com uma militarização" da região, assegurou. EFE

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