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O calor extremo ao longo de grandes partes do hemisfério norte aumentou os temores para plantações na China, desencadeou incêndios florestais em Portugal e no extremo leste da Rússia, forçou cancelamentos de voos no sudoeste dos EUA e derreteu asfalto em estradas da Inglaterra.
Nesta quarta-feira, dia do solstício de verão –o dia mais longo do ano– meteorologistas disseram que as temperaturas deveriam alcançar 37 graus Celsius em Paris, 38 graus Celsius em Madrid e 34 graus Celsius em Londres, com alerta para trovoadas.
Arredondando as temperaturas recordes estabelecidas nos últimos dois meses, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) disse que a Terra estava passando por “outro ano excepcionalmente quente” e que as ondas de calor estavam anormalmente precoces.
“Partes da Europa, Oriente Médio, Norte da África e Estados Unidos tiveram temperaturas extremamente altas em maio e junho, com uma série de recordes quebrados”, disse a OMM nesta terça-feira.
A tendência vista durante os últimos dois meses colocou as temperaturas médias mensais globais entre as mais altas já registradas desde que os dados começaram a ser coletados em 1880.
Na China, maior produtor de grãos do mundo, as condições quentes e secas no principal cinturão de milho atrasaram o plantio e comprometeram o desenvolvimento da lavoura, especialmente na província de Liaoning, onde a umidade do solo está em seus menores níveis em ao menos cinco anos.

Reuters.

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