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O australiano Anthony Foster era pai de duas meninas, Emma e Katie, que estudavam na escola primária de Melboune. A família, perfeita segundo ele, foi dizimada física e psicologicamente pela Igreja Católica.
“Estas são minhas meninas (…) Um padre católico as violentou na época em que esta foto foi tirada e por isso estamos lutando há tanto tempo. Esta era minha família perfeita. Nós a fizemos assim e a Igreja Católica a destruiu.”, afirmou o homem, em entrevista durante viagem a Roma.
Foster, que morreu em maio deste ano, perdeu a a filha mais velha, Emma, em 2008. A jovem, que tinha 26 anos na época, tomou medicamentos até causar uma overdose e morreu abraçada a um ursinho de pelúcia que ganhou com um ano de idade.
A menina mais nova, Katie, vive com deficiência física, já que foi atropelada em 1999, quando sofria de alcoolismo. Ela também tem problemas mentais.
Ambas foram estupradas por um padre católico entre 1988 e 1993, quando tinham entre 5 e 6 anos. O responsável pelo abuso, o padre Kevin O’Donnell, já havia sido denunciado por pedofilia em 1958, mas o caso foi ignorado pela Igreja.
Foster morreu lutando para que a instituição assumisse os estupros publicamente. Ele a e esposa, Chrissie, denunciaram o caso, mas a primeira reclamação não foi levada para frente.
Só depois de uma batalha de dez anos, o casal foi indenizado em US$ 555 mil. Antes, em 1995, o padre responsável pelos estupros foi preso por abuso de menores. Ele morreu dois anos depois, em 1997.
“A Igreja deveria ter vergonha (…) Se tivessem sido abertos para ouvir sobre o abuso, Emma poderia estar aqui ainda”, afirmou o pai durante entrevista à Fairfax Media em 2010.
RECONHECIMENTO
“A história registrará que um homem chamado Anthony Foster mudou silenciosa e profundamente a história da Austrália”, disse o governador do Estado australiano de Victoria, Daniel Andrews.
“Ele lutou contra atos malignos que, vergonhosamente, foram negados e ocultados”, completou.


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