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O ataque norte-americano contra a base aérea síria ameaça levar a "escalação catastrófica" do conflito na região e a "uma guerra nuclear", declaram representantes do Comitê Nacional Unido Antiguerra dos EUA (UNAC, na sigla inglesa).

"Trump e sua guarda pretoriana bipartidária, que segue o princípio ‘primeiro atacar, depois fazer perguntas’, fomentam a escalação catastrófica da tensão na região e criam a ameaça de uma guerra nuclear", se lê na declaração da organização.
Nem Trump, nem qualquer outra agência governamental dos EUA apresentaram provas de que o governo do presidente sírio Bashar Assad usou o gás paralisante sarin durante o ataque contra posições do Daesh, da Al-Qaeda (grupos terroristas proibidos na Rússia e muitos outros países) e de outros grupos rebeldes na província de Idlib", diz UNAC.
A organização acredita também que, no futuro, o bombardeio em questão pode ser usado para as negociações sobre o futuro do país e para aumentar a influência dos EUA, especialmente no processo da reconstrução depois da guerra. Ao mesmo tempo, a luta contra o Daesh e outros grupos terroristas vai ser afastada para segundo plano em comparação com o objetivo de derrubar o governo de Assad.
A UNAC receia que as ações recentes dos EUA sejam o início de uma nova "guerra imperialista" na Síria e na região.
Além disso, a organização criticou a interpretação do bombardeio efetuada pela mídia norte-americana.
"A mídia corporativa toca em uníssono os tambores da guerra, aplaude o bombardeio, não tendo a menor vontade, (nem sequer exigindo) de investigar os fatos, de maneira a explicar o seu apoio automático às ações monstruosas de Trump", escrevem os ativistas.
De acordo com eles, primeiro a mídia publica "as imagens trágicas de crianças feridas ou em sofrimento, acompanhando-as com alegações infundadas de que o responsável foi o governo sírio".
Como protesto contra as ações militares, a UNAC pretende realizar uma série de protestos em dezenas de cidades dos Estados Unidos, incluindo Washington.
Na madrugada desta sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou um ataque de mísseis contra uma base aérea na Síria, a partir da qual, supostamente, teria sido realizado um ataque químico. Segundo o Pentágono, o alvo era a base aérea de Shayrat, na província de Homs. A Secretaria da Defesa dos EUA anunciou o lançamento de 59 mísseis. Pelo menos sete pessoas morreram durante o ataque: cinco militares e dois civis, segundo informação do gabinete do governador de Homs.


Sputnik.

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