Japão avalia muito positivamente a posição da administração de Trump que não exclui a aplicação da força contra a Coreia do Norte, comunicou na terça (11) o secretário-geral do governo japonês, Yoshihide Suga.
A Coreia do Sul, por seu lado, se manifestou contra um ataque preventivo à Coreia do Norte, afirmando que isso poria em causa a segurança e estabilidade da sua própria população.
Parecia que a instalação do sistema antimíssil norte-americano na Península Coreana iria "cimentar" o apoio a qualquer política dura norte-americana contra a Coreia do Norte por parte de Seul. Mas as posições dos dois aliados principais dos EUA na região se revelaram contrárias.
"Em caso de um ataque preventivo contra a Coreia do Norte, o nível de risco para Seul é mais elevado do que para o Japão. Para atingir o território da Coreia do Sul os mísseis norte-coreanos têm que voar apenas 60 quilômetros. Entretanto, o míssil terá de voar mais de mil quilômetros até ao Japão. E não é certo que chegue lá", comunicou à Sputnik Japão o analista Vitor Pavlyatenko.
É evidente que no meio do frenesim informacional em torno do ataque de mísseis dos EUA contra a Síria Trump gostaria de criar a imagem de ser um "presidente decidido". Falando sobre a prontidão do seu país para resolver sozinho o problema da Coreia do Norte, ele envia o grupo aeronaval encabeçado pelo USS Carl Vinson para a Coreia do Norte.
Além disso, segundo o Wall Street Journal, Trump pediu a Xi Jinping para que informasse os chefes da Coreia do Norte que Washington não tem só porta-aviões à sua disposição.
"A Coreia do Norte possui cerca de 30 reatores nucleares em funcionamento. Mesmo no caso de utilização de bombas e projéteis convencionais, várias usinas nucleares poderão ficar destruídas. O resultado serão 5-6 desastres de Chernobyl num território pequeno de 99 mil quilômetros quadrados que pode se tornar num instante em um lugar onde as pessoas não terão onde viver. Isso mostra todo o grau de preocupação real dos norte-americanos pelo bem-estar dos seus aliados. E considerando os últimos acontecimentos na Síria, a versão de uma aventura semelhante norte-americana na Península Coreana não pode ser excluída", acrescentou o analista Aleksandr Zhebin.
Mas, segundo ele adiantou, no caso de um ataque à Coreia do Norte os Tomahawks norte-americanos irão voarem em direção às fronteiras russas e chinesas. E isso seria um cenário mais perigoso do que aconteceu com o ataque na Síria.
"A guerra no Iraque mostrou que os mísseis norte-americanos, acidentalmente ou não, atingiam territórios dos países vizinhos. Pelo menos eles foram lá encontrados. Por isso, do ponto de vista militar, as possíveis operações militares dos EUA perto das fronteiras com a Rússia e a China, e contra um país que possui armas nucleares, parecem ser uma loucura. E demonstram o extremo aventureirismo da atual administração norte-americana", sublinhou Zhebin.
​Segundo acrescentou ele, a Rússia não vai esperar pelo momento em que os mísseis norte-americanos atinjam o território russo. Por isso, ela terá de abater os mísseis ainda no território da Coreia do Norte.

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