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Parte da apuração decorrente da delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, vai encerrar antes de começar: referentes a 1998, as denúncias envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Teotônio Vilela Filho, presidente do partido, cita crimes que já prescreveram.

 Segundo informações do jornal O Globo, os supostos crimes de corrupção passiva, que teriam ocorrido entre 1998 e 2016, só poderiam ser punidos até 2016. Machado prestou depoimento em 6 de maio de 2016; o pedido de investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi protocolado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em outubro. No mesmo dia houve a devolução à PGR, que se manifestou apenas na última quinta-feira pedindo o arquivamento, diante da prescrição.

 O ex-gestor da subsidiária da Petrobras relatou que Aécio, então deputado federal, recebeu R$ 1 milhão em dinheiro em 1998 – à época, Machado era líder do PSDB no Senado. O recurso tinha origem em um fundo montado por Machado, Aécio e Teotônio, também senador na época. Os valores eram destinados às campanhas para reeleição. Segundo Machado, o plano era “eleger a maior bancada federal possível na Câmara para que pudessem viabilizar a candidatura de Aécio Neves à presidência da Câmara dos Deputados no ano 2000”. 

Os três teriam angariado R$ 7 milhões, sendo que R$ 4 milhões teriam sido obtidos da campanha à reeleição do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso. O restante foi repassado por empresas. Machado afirma que parte do montante veio do exterior. Na divisão, seria “entre 100 mil e 300 mil a cada candidato”, atendendo 50 deputados, mas o maior beneficiado teria sido Aécio.

 “A maior parcela dos cerca de R$7 milhões de reais arrecadados à época foi destinada ao então deputado Aécio Neves, que recebeu R$ 1 milhão de reais em dinheiro”, disse Machado, que acrescentou que o atual presidente do PSDB “recebia esses valores através de um amigo de Brasília que o ajudava nessa logística”.

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