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Por que Deus enviou o julgamento do dilúvio nos dias de Noé?

Muito mais do que simplesmente uma questão histórica, os eventos únicos que levaram à inundação global são um pré-requisito para compreendermos as implicações das previsões proféticas de nosso Senhor sobre a Sua Segunda Vinda.

Os estranhos eventos narrados em Gênesis 6 foram entendidos pelas antigas fontes rabínicas, assim como pelos tradutores da Septuaginta, como se referindo a anjos caídos que procriaram com as mulheres humanas dando origem a uma bizarra prole híbrida conhecida como “Nefilim”. E foi compreendido desta mesma forma pelos pais da igreja primitiva.

Estes acontecimentos bizarros também ecoaram nas lendas e nos mitos das culturas antigas sobre a terra, desde os gregos antigos, aos egípcios, hindus, nos Mares do Sul, índios americanos, e praticamente todos os outros povos.

No entanto, tem sido ensinado a muitos estudantes da Bíblia que essa passagem em Gênesis 6, na verdade se refere a uma incapacidade de manter os “fiéis” da linhagem de Sete separados da linhagem “mundana” de Caim. A idéia foi desenvolvida supondo-se que, depois de Caim matar Abel, a linhagem de Sete teria permanecido separada e fiel, enquanto a linhagem de Caim tornou-se ímpia e rebelde.

Assim, a expressão “Filhos de Deus” é considerada como referência à linhagem de Sete, e as “filhas dos homens” é considerada restrita à linhagem de Caim.

Os casamentos entre descendentes masculinos de Sete e descendentes femininas de Caim produziram uma prole chamada de “nefilins” e levou ao desagrado de Deus por essa inferida mancha resultante da união indevida entre as duas linhagens.
Uma vez que Jesus anunciou que “como nos dias de Noé, assim será a vinda do Filho do Homem”, essa profecia torna-se essencial para compreendermos como “os dias de Noé”se repetirão nos dias atuais…

Origem da versão setita

Foi no século V que a interpretação dos “filhos de Deus” em Gênesis 6 como “anjos” começou a ser vista cada vez mais como um embaraço, ao ser atacada pelos críticos. Além disso, a adoração dos anjos tinha começado dentro da igreja. E além do mais, o celibato também havia se tornado uma instituição dentro igreja. Assim, a visão dos filhos de Deus como “anjos” foi temida por impactar com esses pontos de vista doutrinários.

Celso e Juliano, o Apóstata, usaram a tradicional crença em “anjos” para atacarem o cristianismo. Julius Africanus recorreu então à interpretação dos filhos de Deus como setitas como um terreno mais confortável. Cirilo de Alexandria logo também repudiou os ortodoxos “anjos” aderindo a interpretação da linhagem de Sete. Agostinho também abraçou a teoria dos setitas e, assim, prevaleceu na Idade Média.

Ainda é amplamente ensinado hoje entre muitas igrejas pelos que acham a versão literal de “anjos” um pouco perturbadora. Mesmo muitos excelentes professores Bíblia que ainda defendem esse ponto de vista.

Problemas com a versão dos setitas

Além de obscurecer a compreensão completa dos eventos nos primeiros capítulos do Gênesis, essa visão também cobre qualquer chance de aprendermos as implicações proféticas das alusões bíblicas aos “dias de Noé”.

Alguns dos muitos problemas com a versão setita são:
1. O próprio texto

A proposta da versão setita força a interpretação literal da passagem bíblica. E numa análise de dados, é dito que muitas vezes se você forçar os dados o suficiente, eles irão significar qualquer coisa!

O termo traduzido como “filhos de Deus”, no hebraico, é B’nai HaElohim , “filhos de Elohim”, que vem a ser “filhos dos deuses” ou “filhos de Deus”, um termo constantemente usado no Antigo Testamento para anjos.

Observe ainda que o termo nunca é usado para “crentes” no Antigo Testamento. E foi também entendido como “anjos” pelas antigas fontes rabínicas, pelos tradutores da Septuaginta no século III antes de Cristo, e pelos pais da igreja primitiva. Tentativas de aplicar esse termo à “linhagem piedosa” de Sete não tem fundamento bíblico.

O uso dos termos “filhos de Sete” e “filhas de Caim” difere e obscurece a antítese gramatical entre os “filhos de Deus” e as filhas de Adão” ou “do homem”. Qualquer tentativa de imputar qualquer outra visão para o texto vai contra os séculos de entendimento do texto hebraico rabínico e da igreja primitiva.

A antítese lexicográfica claramente pretende estabelecer um contraste entre os “anjos” e as “mulheres da Terra”. Se a intenção fosse contrastar os “filhos de Sete” e as “filhas de Caim”, por que não dizê-lo? Sete não era Deus, e Caim não foi Adão.

Por que não dizer diretamente os filhos de Caim e as filhas de Sete? Não há base para restringir o texto para qualquer subconjunto dos descendentes de Adão. Além disso, não existe nenhuma menção às filhas de Elohim.

E como a interpretação “setita” contribui para a causa aparente para o dilúvio, que é a força principal do texto? Toda a visão é artificial em uma série de suposições sem apoio bíblico.
A expressão bíblica “filhos de Elohim” (isto é, do próprio Criador), limita-se à criação direta pela mão divina e não para aqueles que nasceram posteriormente por geração humana. Na genealogia de Jesus em Lucas, só Adão é chamado de “filho de Deus.”

Todo o drama bíblico trata da tragédia de que a humanidade é uma raça caída, e da imortalidade inicial que Adão perdeu. Cristo unicamente dá a todos que o receberam o poder de se tornarem filhos de Deus. Ser nascido de novo do Espírito de Deus, como uma criação inteiramente nova. Em sua ressurreição, só eles serão vestidos com uma “habitação” de Deus e igual aos anjos.

O próprio termo “oiketerion” (habitação ou morada, citado em Judas 1:6) alude ao corpo celeste com o qual o crente deseja ser vestido. É o termo exato utilizado para os corpos celestes a partir do qual os anjos caídos foram despidos de seus corpos físicos.

Na segunda carta de Paulo aos cristãos de Corinto, lemos sobre a morte e a ressurreição com um novo corpo:

1 Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
2 E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;
3 Se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus.
4 Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. — II Corintios 5:1-4.

A tentativa de aplicar o termo “filhos de Elohim” num sentido mais amplo não tem nenhuma base textual e obscurece a precisão de seu uso denotativo. Isso prova a ser uma suposição, que é antagônica ao uso bíblico uniforme do termo.

2. As Filhas de Caim

“Filhas de Adão” também não denota uma restrição para os descendentes de Caim, mas sim a toda raça humana. A interpretação é clara. Estas filhas eram simplesmente as filhas que nasceram dos homens, esclarece o texto bíblico:

“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,
Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.” Gênesis 6:1-2

É claro no texto que essas filhas não se limitaram uma determinada família ou subconjunto, mas foram, de fato, a partir de todas as Benote Adam, “as filhas de Adão”. Não há aparente exclusão das filhas de Sete. Ou será que eram tão sem encantos, em contraste com as filhas de Caim? Todas as descendentes de Adão femininas parecem estar envolvidas. (

E sobre os “filhos de Adão”? Onde é que eles, usando esta dicotomia artificial, se encaixam?

Além disso, a linhagem de Caim não era necessariamente conhecida por sua impiedade. A partir de um estudo dos nomes das crianças Cainitas, muitas das quais levavam o nome de Deus, não está claro que todos eles eram necessariamente infiéis.

3. Separação em linhagens

O conceito de separar “linhagens” em si é suspeito e contrária às Escrituras. Distinções nacionais e raciais eram claramente o resultado da intervenção posterior de Deus em Gênesis 11, nos cinco capítulos posteriores. Não há nenhuma insinuação de que as linhagens de Sete e Caim se mantiveram separadas e nem mesmo foram instruídos a se separarem. A ordem para permanecerem separadas foi dada muito mais tarde. Gênesis 6:12 confirma que toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

4. A Piedade inferida a Sete

Não há evidências, explícita ou implícita, de que a linhagem de Sete foi piedosa. Apenas uma pessoa foi livre do juízo vindouro (Enoque) e apenas oito tiveram a proteção da arca. Ninguém além da família imediata de Noé foi considerado digno de ser salvo. Na verdade, o texto implica que estes eram distintos de todos os outros. Também não há nenhuma evidência de que as esposas dos filhos de Noé fossem da linhagem de Sete.

Mesmo assim, observamos:

Filhos de Deus — “É uma designação que não é aplicada no Antigo Testamento para os crentes”, cuja filiação é “claramente uma revelação do Novo Testamento”.

Os “filhos de Elohim” viram que as filhas dos homens eram formosas e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Parece que as mulheres tinham pouco a dizer sobre o assunto. A implicação dominadora dificilmente sugere uma abordagem piedosa ao grupo de mulheres. Ou seja, os anjos caídos as escolheram na “marra”. Mencionar que eles viram apenas as que eram formosas pareceria fora de lugar se apenas a biologia normal estivisse envolvida. Eram filhas de Sete tão feias como o cão chupando manga?

Também deve ser salientado sobre o filho de Sete, Enos, que não há evidência textual de que ele fosse piedoso. Ele parece ter iniciado a profanação do nome de Deus.

“Gênesis 4:26 é amplamente considerado como uma má tradução: ‘Então os homens começaram a profanar o nome do Senhor.’ Assim, concorda o venerado Targum de Onkelos, o Targum de Jonathan Ben Uziel, também as fontes rabínicas estimadas como Kimchi, Rashi, etc e tal. E ainda, Jerônimo. Além disso, o famoso Maimonides, no comentário da Mishná, em 1168 dC.” Se os descendentes de Sete foram tão fiéis, por que pereceram no dilúvio?

5. Os descendentes não naturais

A falha mais fatal na visão ilusória dos “setitas” é o aparecimento dos nefilins, como resultado dessas uniões. A mudança da tradução de “nefilins” para “gigantes” não resolveu esse problema. É a peculiar prole resultante de tais uniões em Gênesis 6:4, que parece ser citada como a principal causa para o Dilúvio.

A procriação por pais com diferentes pontos de vista religioso não produz descendência não natural. Crentes se casando com os incrédulos podem até produzir pessoas com necessidades especiais, mas dificilmente sobre-humanos, ou crianças gigantes! Foi esta procriação de criaturas anormais que foi um dos principais motivos para o julgamento do Dilúvio.

A própria ausência de qualquer adulteração da genealogia humana no caso de Noé também está documentado em Gênesis 6:09. A árvore genealógica da família de Noé era distintamente sem mácula. O termo usado, tamiym, refere-se a máculas físicas, ou anomalias genéticas (Êxodo 12:5, 29; Levítico 1:3, 10; 3:1, 6; 4:03, 23; 5:15, 18, 25; 22:19, 21; 23:12; 06:14 Números… etc.) Mais de 60 referências à limpeza, pureza ou ausência de manchas física nas ofertas.

Por que somente os filhos descendentes desse cruzamento foram exclusivamente designados “poderosos” e “homens de renome”? A caracterização da descrição destas crianças não seria contabilizada, se os pais fossem apenas os homens, mesmo que de Deus.

Uma dificuldade adicional parece ser que os filhos eles eram só homens (gênero masculino). “Mulheres de renome” não são mencionadas. Houve uma deficiência cromossômica entre os setitas? Houve apenas cromossomos “Y” disponíveis nesta linhagem?

Entenda o processo:

“Cada gameta humano tem 23 pares de cromossomos: É o espermatozóide que fecunda o óvulo que determinará o sexo do bebê. Sabe por quê? O espermatozoide é a célula sexual, ou gameta, do homem. Ele fecunda o óvulo da mulher e nesse processo define o sexo do bebê. Isso acontece por causa do chamado cromossomo, que carrega toda a informação genética de cada um de nós, como cor dos olhos, dos cabelos, tipo de pele etc. Os óvulos possuem apenas o cromossomo X, enquanto os espermatozoides podem ter cromossomo X ou Y. O cruzamento XX resulta em um embrião feminino, e o XY, em um masculino. Ou seja, se os pais programarem um menino e nascer uma menina, por exemplo, a “culpa” é toda do papai, que mandou um X em vez de Y.”

6. Confirmações do Novo Testamento

“Na boca de duas ou três testemunhas toda palavra será estabelecida.” (Deut. 19:15, Mateus 18:16; 26:60, 2 Coríntios 13:1). Em matéria bíblica, é essencial sempre comparar Escritura com Escritura. As confirmações do Novo Testamento em Judas e Pedro 2 são impossíveis de ignorar. (Judas 6-7 e 2 Pedro 2:4-5.)
Porque, se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas lançou-os no inferno [Tártaro], e os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo; E não poupou o mundo antigo, mas guardou a Noé a oitava pessoa, um pregador de justiça, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; 2 Pedro 2:4-5.

Esses comentários de Pedro ainda estabelecem a ÉPOCA da queda dos anjos que aconteceu nos dias do dilúvio de Noé.

Mesmo vocabulário de Pedro é provocativo. Pedro usa o termo Tártaro, traduzido aqui como “inferno”. Este é o único lugar que este termo grego aparece na Bíblia. Tártaro é um termo grego para “morada escura de aflição”, “local das trevas no mundo invisível”. Como usado em Ilíada de Homero, é “…o Hades é muito abaixo, como a terra está abaixo`do céu”.

Na mitologia grega, alguns dos semideuses, Chronos e os Titãs rebeldes, teriam se rebelado contra seu pai, Urano, e depois de uma disputa prolongada foram derrotados por Zeus e foram condenados ao Tártaro. Muito espantoso e até semelhante ao acontecimento dos Nefilins e com a frase de Pedro!

A Epístola de Judas também faz alusão aos episódios estranhos quando essas criaturas “aliens” (Demônios) intrometeram-se no processo reprodutivo humano:

“E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.”
Judas 6-7.

As alusões à “ido após outra carne”, “não guardaram o seu principado”, “deixaram a sua própria habitação”, e “havendo-se entregue à fornicação” parece que claramente se encaixam as invasões alienígenas de Gênesis 6. O termo para habitação, oiketerion, refere-se aos seus corpos celestes dos quais foram despidos.

Essas alusões do Novo Testamento parecem fatais para o conceito alternativo dos “setitas” na interpretação de Gênesis 6. Se a relação entre os “filhos de Deus” e as “filhas dos homens” eram apenas o casamento entre setitas e Caimitas, parece impossível explicar estas passagens, e também para explicar o motivo por que parte dos anjos caídos estão presos e outros estão livres para vaguear nos céus,

7. Implicações Pós-diluvianas

A estranha prole também continuou a existir após o dilúvio:
“Havia nefilins na terra naqueles dias, e também depois …” (Gen.6:4)

A visão dos setitas não tem ligação significativa com as condições prevalecentes no futuro representado por “e também depois”. Ela não oferece uma base sólida sobre a presença subsequente dos “gigantes” na terra de Canaã, após o Dilúvio.

Um dos aspectos mais perturbadores registrados no Antigo Testamento foram as instruções de Deus para Josué, que ao entrar na terra de Canaã, deveria acabar com cada homem, mulher e criança de certas tribos que habitavam a terra. Isto é difícil de justificar, sem a visão de um “problema genético” dos Nefilins restantes, Refaim, zanzumins, etc, o que parece dar uma luz nesta questão.

8. Implicações proféticas

Outra razão que a compreensão de Gênesis 6 é tão essencial é que ele também é um pré-requisito para a compreensão (e antecipação) dos dispositivos de Satanás e, em particular, as ilusões específicas que virão sobre toda a terra como uma das principais características do fim dos tempos proféticos.
Resumindo

Se alguém toma uma visão integrada da Escritura, então tudo o que há nela deve “unir”. Em nossa opinião, o conceito de “anjos decaídos”, procriando com mulheres humanas, é a apresentação mais clara e direta do texto bíblico que se pode imaginar, corroborada por várias referências no Novo Testamento. Essa interpretação foi assim entendida pelos estudos iniciais judaicos e cristãos. Mas é preocupante saber que isto acontecerá novamente “como nos dias de Noé”. Ja á versão setita é um artifício de conveniência de uma rede de suposições injustificadas e antagônicas ao restante do registro bíblico.

Também deve ser salientado que a maioria dos estudiosos bíblicos conservadores aceitam a identificação desses “filhos de Deus” como “anjos caídos”. Entre aqueles que apóiam os “anjos” estão: GH Pember, MR DeHaan, CH McIntosh, F. Delitzsch, AC Gaebelein, AW Pink, Donald Grey Barnhouse, Henry Morris, Merril F. Unger, Arnold Fruchtenbaum, Hal Lindsey, e Chuck Smith, entre os mais conhecidos.

Para aqueles que levam a Bíblia a sério, os argumentos que defendem a posição “Anjos caídos” parece ser a mais convincente. Para aqueles que se entregam a tomar liberdades com a apresentação direta do texto, nada podem provar em sua defesa final. Esses podem esperar perigos maiores e frequentes implicados nessa questão!

Para maior exploração crítica deste tópico , estudem o seguinte:

REFERÊNCIAS:

George Hawkins Pember, As Eras Mais Primitivas da Terra , publicado pela primeira vez por Hodder and Stoughton, em 1875, e atualmente disponível por Kregel Publications, Grand Rapids MI, 1975.

John Fleming, Os Anjos Caídos e os heróis mitológicos, Hodges, Foster, e Figgis, Dublin, 1879.

Henry Morris, o Registro de Gênesis , Baker Book House, Grand Rapids MI, 1976.

Merrill F. Unger, Biblical Demonology , a Escritura Press, Chicago IL, 1952.

Clarence Larkin, Mundo Espiritual , Rev. Clarence Larkin Estate, Philadelphia PA, 1921.






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