Diretor da agência disse que falta do líquido na região precisa de uma "resposta urgente e massiva"; quantidade para cada pessoa é 10 vezes menor do que a média global.
A água potável disponível no norte de África e no Médio Oriente baixou em dois terços nos últimos 40 anos.
A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, revela que a quantidade disponível por pessoa é agora 10 vezes menor do que a média mundial e chamou a atenção para que sejam bem revistos os sistemas agrícolas.
Saúde e agricultura
Falando no Cairo, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, considerou o acesso à água na região uma necessidade fundamental para a segurança alimentar, para a saúde humana e para a agricultura.
O chefe da agência defende que a falta do líquido na área é "um enorme desafio que precisa de uma resposta urgente e massiva".
Um estudo da agência indica que o aumento das temperaturas pode encurtar as estações de cultivo na região em 18 dias e reduzir os rendimentos entre 27% e 55% na agricultura até ao fim do século.
Concorrência
O Egito pode perder grande parte da terra agrícola que mais produz por causa da salinização devido ao aumento do nível do mar no Delta do Nilo.
As outras razões para a perda incluem a concorrência entre setores como a agricultura, a energia, a produção industrial e as necessidades domésticas cuja disputa pela água deve piorar no futuro.
Graziano da Silva participou na reunião de alto nível sobre a colaboração da FAO com o Egito numa iniciativa do governo que pretende recuperar até 2 milhões de hectares de terras desérticas para uso agrícola e para outros fins.
O chefe da ONU prometeu acompanhar a iniciativa e apoiar um fórum de investimento agrícola a decorrer no final do ano. A meta é estimular o investimento público e privado na agricultura, o crescimento económico e a geração de empregos.







Rádio ONU.