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Os nomes e demais dados das empresas citadas nas investigações da Operação Carne Fraca serão divulgados nesta segunda-feira (20). A promessa é do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após cobrancas da China e da União Europeia a respeito do esquema desvendado pela Polícia Federal. Seis dos 21 frigoríficos investigados exportaram produtos nos últimos 60 dias. "Acho absolutamente natural que os países façam isso. 

Estaremos prontos a responder a todos os países que se manifestarem. Temos que ser o mais transparente possíveis nesse processo, dando as informações de imediato, apra que não restem dúvidas sobre a lisura do processo que o Brasil tem", declarou Maggi, de acordo com a Agência Brasil. 

O ministro criticou ainda a "narrativa" feita pela PF ao divulgar a operação e o fato de não ter sido informado das investigações. "Não posso ter controle sobre como as pessoas se expressam. Sobre a questão do papelão, está claro no áudio de que estavam falando das embalagens e não de misturar papelão na carne. Isso é uma idiotice, uma insanidade, para dizer a verdade", avaliou. 

Na observação do ministro, não seria razoável para as empresas misturar papelão para aumentar seus lucros quando investem "milhões e milhões" de dólares para conquistar mercados. Maggi ainda defendeu o uso de ácido ascórbico e carne de cabeça de porco nos embutidos. "No regulamento sestá escrito [que pode usar cabeça de porco] em percentuais em determinados produtos. 

Portanto, a fala de uma empresa que está comprando matéria-prima para utilizar em A, B ou C é permitido, não tem irregularidade nesse processo. Em função da narrativa é que se criou esse grande problema que estamos aqui colocados hoje", acrescentou. O ministro reforçou que a fiscalização sanitária do país é confiável e reconhecido pelo mercado internacional.






Agência Brasil.

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