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Pelo menos sete civis estão internados em um hospital perto da cidade de Mossul, no norte do Iraque, por exposição a agentes químicos tóxicos durante a ofensiva para expulsar os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), informou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Em comunicado divulgado hoje, a instituição condenou "o uso de armas químicas durante os combates". Ao todo, sete civis em tratamento no Hospital de Emergências Rozhawa, no oeste da cidade de Erbil, capital do Curdistão iraquiano.

"Nos últimos dois dias, o hospital admitiu cinco crianças e duas mulheres com sintomas clínicos que mostram exposição a um agente químico", disse o diretor regional do CICV para o Oriente Médio, Robert Mardini, lembrando que "o uso de armas químicas é absolutamente proibido pelo direito internacional humanitário".

Segundo a Cruz Vermelha, os sintomas dos pacientes incluem bolhas, vermelhidão nos olhos, irritação, vômitos e tosse.

Os Estados Unidos e vários grupos defensores dos direitos humanos, assim como moradores de zonas anteriormente controladas pelos jihadistas, denunciaram que o EI se valeu de armas químicas, como gás mostarda, em vários atentados no Iraque e na Síria. O grupo extremista usou as instalações da Universidade de Mossul como laboratório químico para fabricar armas e explosivos, informaram fontes militares após recuperar a instituição.

No último dia 19 de fevereiro, as Forças de Segurança iraquianas - integradas por unidades da Polícia, do Exército e milícias - deram início à ofensiva no oeste de Mossul, duas semanas após haver concluído as operações para expulsar aos jihadistas dos bairros ao leste do Rio Tigre. 







EFE.

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