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Em relativa paz até o início dos anos 2000, a cidade Altamira, no Pará, às margens do rio Xingu, entrou na lista dos dez municípios mais violentos do país após a construção da Usina de Belo Monte no local. 

Segundo levantamento do portal UOL, a cidade registrou 135 homicídios em 2015, o que resulta em uma média de 124 mortes por cem mil habitantes. A taxa é 37% superior a de Honduras, país com a maior taxa de homicídios no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Quinze anos antes, Altamira registrou 8 homicídios (o que dá uma média de 9,1 por mil habitantes). Quando a Eletrobras solicitou a licença prévia de Belo Monte, em 2009, a taxa já havia subido para 50,6 assassinatos por cem mil habitantes. Até 2015, houve crescimento de 147%. 

Os pesquisadores João Francisco Garcia Reis e Jaime Luiz Cunha de Souza Professor, da Universidade Federal do Pará, apontam no artigo "A Hidrelétrica de Belo Monte e Seus Efeitos na Segurança Pública", destaca o impacto da construção da usina no aumento da letalidade. 

"Os resultados indicaram, a partir do início da construção da usina, um vigoroso crescimento da violência, que atinge a população nos cinco municípios diretamente afetados pelo projeto em dimensões proporcionalmente muito maiores do que acontece em outras sub-regiões do Estado do Pará". 

O artigo relaciona à migração causada pelo empreendimento. "Tais municípios tiveram sua estrutura social, econômica e ambiental profundamente alterada com a chegada das empreiteiras encarregadas da construção e a migração de grandes contingentes de pessoas oriundas de todas as partes do Brasil". 

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