09:22:00
0

Uma nova lei proibindo o sacrifício de animais entrou em vigor no último sábado, dia 4. Mas ao contrário do que parece ser, esse avanço na legislação só veio após o suicídio de uma veterinária abalada com a situação dos animais recolhidos em abrigos.
A morte da amante dos bichos Chien Chih-cheng causou comoção no país. Dedicada a causa, ela trabalhava até tarde e sacrificava seus feriados para dar atenção aos cães e melhorar suas vidas, de acordo com colegas de trabalho.
Formada em uma das melhores universidades do país e com uma das pontuações nos exames finais, Chien poderia ter escolhido um trabalho de chefia, mas optou por cuidar pessoalmente dos peludos.
Porém o que era sua alegria, virou o motivo para dar um fim em sua vida. Em maio de 2016, a jovem se matou usando a mesma droga administrada no sacrifício dos cachorros abandonados em Taiwan. Em sua carta de despedida, a veterinária afirma que queria ajudar as pessoas a entenderem o destino que os bichos que vivem nas ruas terão.
Depois de sua morte foi possível entender seu dilema. Empregados do abrigo não queriam sacrificar os cães, mas Chien e outros viam essa como a solução “menos dolorosa” para os animais que ficavam ali correndo o risco de pegar doenças por causa da superlotação do local. Ela inclusive foi apelidada de “a bela assassina” quando foi revelado que a jovem havia sacrificado 700 animais em dois anos.
O número de animais sacrificados em Taiwan é alto e chegou a 10,9 mil em 2015 e outros 8,6 mil morreram por outras causas, como doenças. Falta conscientização por parte da população e recursos por parte do governo para contornar essa situação.
Nenhum tipo de apoio psicológico é dado aos trabalhadores de abrigos. “ Eu espero que minha ida faça com que vocês percebam que cachorros abandonados também são vidas. Espero que o governo entenda a importância de controlar o problema. Por favor, valorizem a vida”, finalizava Chien em suas últimas palavras.






Com informações da BBC.

0 comentários :

Postar um comentário