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As Nações Unidas alertaram que a fome pode tornar-se uma realidade nas próximas semanas na Somália, se não forem tomadas medidas urgentes para intensificar a assistência humanitária.
O coordenador humanitário para o país, Peter de Clercq, chamou a atenção para várias áreas que estão entre as mais afetadas pela seca na Somália.
Chuvas
O responsável sublinhou que "este é o momento de agir" para evitar uma outra vaga de fome no país africano, onde fracas chuvas e a falta de água destroem colheitas e causam a morte de animais.
Várias comunidades vêem-se obrigadas a vender os bens e a pedir emprestado  dinheiro e alimentos para sobreviver.
O número de pessoas que precisam de assistência aumentou de 5 milhões em setembro para as mais de 6,2 milhões atuais que correspondem a metade da população somali.
Crise e emergência
Os dados indicam também um aumento de pessoas em situações classificadas como "crise" e de "emergência". Há seis meses eram 1,1 milhão e a previsão é que cheguem a 3 milhões entre fevereiro e junho deste ano.
A situação é particularmente grave entre os somalis mais novos. Cerca de 363 mil crianças têm desnutrição aguda e precisam de apoio nutricional que inclui tratamento essencial para salvar vidas de mais um quinto delas em desnutrição grave.
O impacto da seca tem uma dimensão maior que os níveis de sofrimento causado por confrontos prolongados, choques sazonais e surtos de doenças.







Rádio ONU.

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