A polícia da Malásia confirmou nesta quinta-feira a prisão de uma segunda mulher possivelmente ligada ao assassinato, em Kuala Lumpur, do norte-coreano Kim Jong-Nam, o irmãp mais velho do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Em comunicado emitido pelas autoridades malaias, a suspeita é identificada como Siti Aishah, nascida na Indonésia, de 25 anos.
A mulher, que estava sozinha no momento da prisão ocorrida durante na madrugada, aparecia nas gravações feitas pelas câmeras de segurança do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, onde na última segunda-feira aconteceu o crime. Ontem, uma uma vietnamita identificada como Doan Thi Huong, de 28 anos, também foi detida. Há a possibilidade das mulheres estarem com passaportes falsos. EUA e Coreia do Sul informaram que seus serviços de inteligência detectaram que o assassinato de Kim Jong-nam foi encomendado por Kim Jong-un.
A mulher presa tentava deixar o país rumo ao Vietnã, quando foi detida pela polícia, informou o jornal malaio The Star. De acordo com o jornal, agora as autoridades procuram por outros quatro homens suspeitos de participarem do assassinato. O corpo do norte-coreano está desde ontem no Hospital Geral de Kuala Lumpur, onde os legistas descobriram a causa da morte e a identidade do falecido, embora a informação ainda não foi passada aos veículos de imprensa.
Biografia — Kim Jong-nam chegou a ser considerado como o melhor posicionado para substituir seu pai à frente do regime norte-coreano até cair em desgraça com uma série de atos considerados desrespeitosos, e desde então acredita-se que residia entre Hong Kong, Macau e Pequim sem ocupar nenhum cargo oficial.
O primogênito do antigo ditador perdeu definitivamente a preferência do pai quando em 2001 foi detido em um aeroporto de Tóquio com um passaporte dominicano falso que pretendia usar para entrar no Japão e supostamente visitar o parque Disneylândia.
Fruto do casamento entre o ditador e a primeira esposa, a atriz Song Hye-rim, Kim Jong-nam atraiu a atenção nos últimos anos com suas críticas contra as políticas do regime norte-coreano e seu sistema de sucessão, expressadas através de sua correspondência com um jornalista japonês, disse uma televisão do mesmo país.





(Com agências EFE e Reuters)

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