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Em época de decretos e matanças, a felicidade surge num lugar bastante improvável. E não estamos falando da satisfação íntima que encoraja uma pessoa, mas sim de um estado coletivo de alegria. Pesquisas internacionais confirmam que esse oásis é real, e seu nome é Copenhague.

A capital da Dinamarca, habitada por apenas 1.2 milhões de pessoas, tem alcançado uma popularidade quase mítica. Nos últimos anos, o país nórdico tem liderado a lista das nações mais felizes, apesar do rigoroso inverno, dos impostos elevados, da igualdade relativa entre seus habitantes e outros ‘defeitos’ que muitos políticos e moradores criticam levemente, antes de ao menos tentar entender.
Tivoli Gardens, o famoso parque temático de Copenhague, fundado em 1843 (Yahoo7)
A acolhedora simplicidade
Essa é a aura que paira sobre Copenhague, segundo os turistas. Em uma crônica postada pelo Washigton Post, o jornalista americano Scott Vogel confessou seu fascínio pelo hábito dos dinamarqueses de jantar em família todos os dias. “Nessas famílias, todos sabem da história uns dos outros e as crianças dormem tranquilas nos braços dos pais, à meia-noite, em Tívoli”, descreveu.
Vogel estava se referindo aos jardins de Tívoli, um dos parques de diversões mais antigos do mundo. Alguns vão sentir falta do espetáculo da Disney World. Os moradores de Copenhague apreciam o local em família nas noites de verão, sob a luz ofuscante do sol, que brilha mais do que 120.000 lâmpadas.
Os habitantes da capital dinamarquesa são famosos por gostar de ambientes agradáveis. Para dar nome a um estado especial de intimidade, eles usam a palavra “hygge”, que não é traduzida por nenhuma outra língua.
A iluminação é uma das essências desse conceito. Nas latitudes nórdicas, se valoriza a luz muito mais do que em qualquer outro lugar do planeta. Quando o inverno anuncia o fim do outono, a noite cai mais cedo e isso dura até o ano novo. Só as festas de fim de ano cortam a obscuridade setentrional. Em Copenhague, as árvores de Natal são cobertas de luzes brancas e o mercado foge da tendência consumista, como conhecemos na América do Norte.
No verão, os moradores lotam as casas de veraneio. Corpos são exibidos, tanto na praia quanto em locais inesperados, como o cemitério Assistens, onde descansa Hans Christian Andersen. O verão é breve, mas frenético.
Cemitério Assistens. (Quentin Verwaerde / Flickr)
Os dinamarqueses tentam levar a vida com calma. No vocabulário cotidiano, abundam as frases sobre redução de estresse e tirar proveito de coisas simples. Os críticos traduzem essa tranquilidade, tão diferente da vertiginosa vida dos países ocidentais, como um exemplo do conformismo escandinavo. Eles não estão felizes, afirmam esses críticos, mas mantêm baixas expectativas e atingem a satisfação sem muito esforço.






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