22:40:00
0

A Organização Mundial de Saúde, OMS, alertou esta segunda-feira que a Somália está a correr um grande risco de enfrentar a terceira fome em 25 anos com o agravamento da situação humanitária.
O país tem cerca de 5,5 milhões de pessoas que podem contrair doenças transmitidas pela água. Mais de metade são mulheres e crianças com menos de cinco anos.
Casos suspeitos
Com a seca está a aumentar a propagação de doenças que podem transformar-se em epidemias, tais como a diarreia e a cólera. Nas primeiras sete semanas do ano foram notificados mais de 6 mil casos e 65 mortes.
Em pelo menos 265 centros decorrem ações de vigilância e foram criados locais de tratamento em 40 distritos.
O outro desafio é o sarampo, com os 2.578 casos suspeitos registados desde setembro de 2016.
Mais de 363 mil crianças que sofrem de desnutrição aguda e 70 mil de desnutrição grave precisam de apoio urgente e essencial. A ONU prevê que os números dupliquem se persistir a atual situação de insegurança alimentar.
Crise
A OMS oferece serviços de saúde essenciais a 1,5 milhão de pessoas que atualmente estão afetadas pelas graves condições da seca no país, aliadas ao aumento da crise alimentar.
A agência precisa urgentemente US$ 10 milhões como parte do apelo das Nações Unidas para o primeiro trimestre de 2017. O valor total pedido para a OMS para os primeiros seis meses de 2017 é de US$ 85 milhões para cobrir necessidades na saúde.
Cerca da metade da população somali, ou mais de 6,2 milhões de pessoas, precisa urgentemente de auxílio. O número inclui mais de 3 milhões de vítimas de insegurança alimentar.
O diretor regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Mahmoud Fikri disse que a agência está a dar o apoio possível para que os desafios sejam enfrentados e para "reduzir as consequências da seca e da pré-fome".
A representação regional mobilizou equipas de resposta rápida para reforçar o apoio em emergências, surtos de doenças, sistemas de saúde e nutrição. Remédios e suprimentos foram entregues a unidades de saúde das áreas afetadas pela seca.







Rádio ONU.

0 comentários :

Postar um comentário