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Se para alguns já é difícil acordar em manhãs nubladas e chuvosas, quando o sol não dá as caras no céu, imagine só o que aconteceria se o astro rei literalmente deixasse de existir. Não se trata de mais uma metáfora romântica para dias tristes e sem sol, mas de uma hipótese que já chegou a ser estudada inclusive pelo físico Albert Einstein. Evidentemente que, não fosse pelo calor solar, certamente nem existiríamos. No entanto, pensar cientificamente de que maneiras a vida se tornaria inviável diante da morte do sol pode ser um exercício fascinante. Afinal, enquanto o sol tem cerca de 4,57 bilhões de anos, os primeiros sinais de vida na Terra remontam a “apenas” 3,5 bilhões de anos. Perto dele, ainda somos crianças engatinhando.
A primeira coisa que todos pensam diante dessa catastrófica possibilidade é na escuridão que se abateria sobre o mundo, a chamada “noite eterna”. Mas se o sol desaparecesse de uma vez, ainda enxergaríamos seu brilho por cerca de 8 minutos daqui da Terra, haja vista que sua luz viaja a 1,079 bilhão de quilômetros por hora. Passado esse breve período de tempo, ainda veríamos algumas estrelas, cuja luz viaja mais devagar, e contaríamos por um tempo com a energia elétrica que produzimos.
Depois de algumas semanas, contudo, toda a vegetação começaria a morrer em razão da impossibilidade de fazerem fotossíntese. Em apenas uma semana a temperatura cairia para 0 grau Celsius e, ao término de um ano, chegaria a insuportáveis 100 graus negativos. As superfícies de rios e oceanos congelariam, represando a parte líquida sob grossas camadas de gelo, e a única chance de sobrevivência, de acordo com cientistas, seria habitar o fundo do mar, próximo de fendas geotérmicas que deixam passar o calor do centro da Terra. A maioria esmagadora dos animais morreria, mas alguns organismos que há bilhões de anos vivem ao redor dessas fendas sequer se dariam conta da situação, e continuariam suas vidas normalmente.
Vale lembrar que, antes mesmo de tudo isso começar a acontecer, o mais provável é que saíssemos “voando” pelo espaço devido à ausência da força de gravidade que o sol exerce sobre a Terra. Nosso planeta orbita a uma velocidade de 107.200 km/h, e a princípio ele continuaria na mesma velocidade depois que o sol se fosse, mas em vez de movimentos circulares ele seguiria em linha reta.
Desde que não colidisse com outros planetas ou asteroides, a essa velocidade a Terra levaria 43 mil anos para cruzar uma distância de 4,3 anos-luz (um ano-luz corresponde a aproximadamente 10 trilhões de quilômetros). De modo que, após 1 bilhão de anos, nosso planeta contaria com uma “quilometragem” nada modesta de 100 mil anos-luz, que vem a ser a extensão de toda a Via Láctea.






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