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Os juros do cartão de crédito na modalidade rotativo subiram 2,2 pontos porcentuais em janeiro sobre dezembro e atingiram o patamar de 486,8% ao ano. As informações foram publicadas pelo Banco Central nesta quinta-feira. A taxa do rotativo no mês é a mais alta desde o início da série histórica desse indicador, iniciada em 2011. O recorde anterior era de dezembro de 2016, quando registrava 484,6%.

O rotativo do cartão de crédito a modalidade mais cara do mercado para pessoas físicas, superando, por exemplo, a do cheque especial. Em janeiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão que reúne membros do setor econômico do governo, publicou uma medida que limita a permanência dos consumidores no rotativo em um mês após o vencimento da fatura. A medida havia sido anunciada pelo presidente Michel Temer em dezembro, como forma de reduzir os juros para o cartão de crédito.

Cheque especial e inadimplência

Os juros cobrados no cheque especial em janeiro eram de 328,3% ao ano, segundo o BC. Trata-se da segunda queda mensal consecutiva nas taxas desde o recorde histórico  – da série iniciada em 1994 – atingido em outubro do ano passado, de 330,6%. No total de todas as modalidades, os juros para as pessoas físicas avançaram de 41,6% ao ano, em dezembro, para 41,9%, em janeiro. Os juros médios cobrados das empresas subiu 1,2 ponto porcentual no período, indo de 19,9% para 21,1%
inadimplência no mês ficou estável no total, em 3,7%, apesar de alta de 0,1% no atraso dos pagamentos das pessoas físicas (de 3,9% para 4%). Em um ano, houve avanço de 0,2 ponto porcentual, com aumento de 0,8 entre as empresas e de 0,2 entre os consumidores.




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