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Há cerca de 40 milhões de anos, a formação do Himalaia forçou todo um continente de rocha para baixo, afundando-o. Agora, esse “continente perdido” está saindo na forma de lava de uma variedade de vulcões ao redor do mundo.
Antes deste evento, outro continente que estava preso entre a Índia e Madagascar também desapareceu misteriosamente. Agora, graças ao trabalho árduo de pesquisadores da Universidade de New South Wales, do Reino Unido, seus restos também foram localizados – e, curiosamente, eles não se moveram.
Há 200 milhões de anos, o mundo contava com um continente chamado Maurício, que era um quarto do tamanho de Madagascar.
Naquela época, esse micro-continente estava realmente preso entre a Índia e Madagascar, e essas duas massas de terra estavam muito mais próximas do que agora. Então, os dois começaram a se envolver em um divórcio geológico, à deriva. Cada um para o seu lado.
Mauricio, estando preso a essas duas nações, foi então despedaçado por essa segregação continental, fazendo-a cair no mar, para nunca mais voltar.
As Ilhas Maurício moderna não é realmente uma parte do micro-continente original. Parte das ilhas Mascarane formou-se cerca de 10 a 7 milhões de anos atrás como um vulcão, alimentado por uma pluma sobreaquecida subjacente do material do manto conhecido como “hotspot”.
Uma vez que o derretimento de magma ocorreu dentro da crosta por este hotspot, este vulcão – agora extinto – conseguiu brotar através dos destroços das ruínas de Maurício e formar as ilhas que recebem o mesmo nome.
Em uma publicação da revista Nature Communications, uma equipe de pesquisadores explicou que eles observaram os cristais de zircão – pedras preciosas que se formam sob pressões extremamente altas – nas praias de Maurício, trazidas à superfície por erupções vulcânicas.
Achando que eles tinham até 3 bilhões de anos, a equipe percebeu que eles poderiam ter vindo apenas de um continente há muito perdido que costumava estar lá, mas acabou sendo destruído. Ao longo do tempo, foi parcialmente derretido pelo hotspot e ajudou a alimentar a atividade vulcânica das Ilhas Maurício.
A primeira pista sobre onde esta ruína do continente Maurício veio de inquéritos gravitacionais. Os pesquisadores descobriram que a atração da gravidade da crosta em torno das ilhas era mais forte do que outras regiões do Oceano Índico
A única explicação era que a crosta lá era mais espessa, presumivelmente a partir de quando um continente destruído choveu para baixo no fundo do mar e ficou preso lá.
Enfim, fica a dia: se você tem algum continente ausente que você precisa encontrar, entre em contato melhor um geólogo ou dois. Eles são detetives muito badass.




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