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Ao menos 13 pessoas – entre civis e combatentes – foram mortas na última escalada de violência no leste da Ucrânia, informaram o governo ucraniano e autoridades rebeldes nesta terça-feira (31/01).
O número de mortos – o mais alto desde 23 de dezembro, quando os dois lados acordaram uma nova trégua – se refere aos novos confrontos entre rebeldes e governistas que já se estendem por três dias.
Ucrânia e Rússia têm trocado acusações sobre a eclosão dos combates no domingo passado. Tanto os militares ucranianos quanto os separatistas apoiados por Moscou se acusam de lançar ofensivas na cidade industrial de Avdiivka, ocupada pelo governo, além de disparos de artilharia pesada.
"A escalada atual em Donbass é uma clara indicação de que a Rússia continua desrespeitando seus compromissos feitos em Minsk, com objetivo de impedir a estabilidade da situação", declarou o Ministério do Exterior da Ucrânia em comunicado. O acordo de paz foi assinado em fevereiro de 2015, mas monitores internacionais de segurança relatam violações diárias do cessar-fogo.
Kiev afirmou que oito soldados das forças do governo foram mortos e outros 26 ficaram feridos desde o domingo. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, cancelou sua visita a Berlim na segunda-feira e convocou uma reunião de emergência para o Conselho Nacional de Segurança e Defesa.
Enquanto isso, o Ministério do Exterior da Rússia acusou as tropas do governo ucraniano de terem lançado ofensivas mortais contra posições rebeldes no leste do país, afirmando que a região está "à beira da catástrofe humanitária e ecológica".
Os novos confrontos levaram ao corte de energia e água, afetando milhares de civis. Em Avdiivka, também sem luz e aquecimento, a temperatura chegou a 18 graus Celsius negativos. Autoridades ucranianas disseram estar preparadas para uma possível evacuação da cidade de 16 mil habitantes.
"As hostilidades continuam, e as pessoas estão começando a perder a esperança", afirmou, em mensagem no Twitter, a delegação ucraniana do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
A Rússia, que anexou a península da Crimeia em 2014, apoia a insurgência dos separatistas no leste ucraniano. O conflito já causou cerca de 10 mil mortes em quase três anos, segundo a ONU.







DW.

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