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Moscou será capaz de responder, incluindo através de meios militares e técnicos, a uma possível escalada na Europa, mas isso não significa o retorno à corrida armamentista, declarou, em entrevista à Sputnik, Mikhail Ulyanov, chefe do Departamento de Não Proliferação e Controle de Armamentos da Chancelaria russa.
"Não estou seguro de que irá haver uma escalada", disse Ulyanov respondendo à questão se ele está de acordo que os EUA e a Rússia são "condenados" a uma nova corrida armamentista na Europa, pois Washington não abdicará do plano de instalar o seu sistema antimíssil no continente europeu.
"Naturalmente, conseguiremos encontrar forma de reagir à situação desfavorável para nós, mas a reação poderá ser variável: ou diplomática, mas, infelizmente, a diplomacia ainda não funciona aqui, ou por meios técnicos e militares. Segundo sei, os militares russos estão elaborando ativamente a segunda variante e já há progresso. Mas isso não resultará obrigatoriamente em uma corrida armamentista", explica o diplomata.
Segundo ele, "a estabilidade poderá ser mantida de uma forma ou de outra", mas "claro que mesmo a possibilidade de esta ser subvertida já é uma coisa negativa".
"Além disso, os nossos parceiros ocidentais não são capazes de explicar por que é necessário construir um sistema antimíssil. A questão do Irã é só um pretexto. É interessante o fato de o acordo sobre o programa nuclear do Irã não ter mudado nada em termos de construção do sistema antimíssil global", frisou.
O diplomata russo opina que "o deslocamento unilateral de tais sistemas, sem considerar os interesses de outros países — primeiramente os da Rússia — não é só um assunto pouco construtivo, mas pernicioso e perigoso".
"Poderá resultar em prejuízo grave para a estabilidade estratégica, o que significa que todo o sistema das relações internacionais será mais instável e menos previsível. Infelizmente, agora não há soluções para resolver essa questão" concluiu.





Sputnik.

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