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mercado de trabalho brasileiro encerrou o 4º trimestre de 2016 com 24,3 milhões de trabalhadores subutilizados, um aumento de  1,4 milhão (6%) em relação ao trimestre anterior. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador inclui a taxa de desocupação (desemprego), a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial (pessoas que não estão em busca de emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar).

Em 2016, a taxa média de subutilização da força de trabalho ficou em 20,9%. No quarto trimestre de 2015, eram 18,5 milhões  de pessoas nessa condição, o equivalente a um salto de 31,4% – 5,8 milhões de pessoas – em um ano.

Por regiões

Entre as regiões, a Nordeste teve a maior taxa de subutilização de mão de obra (33,0%), enquanto a menor ocorreu no Sul (13,4%). Entre os estados, a Bahia atingiu o patamar mais alto (36,2%), sendo o menor em Santa Catarina (9,4%).
A taxa de desocupação no total do país no quarto trimestre de 2016 foi de 12,0%. O resultado ficou acima da média nacional nas regiões Nordeste (14,4%), Norte (12,7%) e Sudeste (12,3%). Centro-Oeste (10,9%) e Sul (7,7%) tiveram resultados mais baixos.
No Amapá, a taxa de desemprego ficou em 16,8% no quarto trimestre de 2016, a maior taxa entre os estados. Em Santa Catarina, o resultado foi o mais baixo entre as unidades da federação, de 6,2%. “O avanço lá é bastante expressivo, mas continua com a taxa mais baixa do país”, observou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Tempo de procura

Em meio à recessão econômica e deterioração no mercado de trabalho, aumentou o tempo de procura por uma vaga. Entre 11,7 milhões de desempregados no país em 2016, 4,469 milhões estavam na busca por trabalho havia pelo menos um ano, segundo a Pnad Contínua.
O contingente de desempregados que buscavam trabalho há dois anos ou mais era de 2,305 milhões de pessoas, um salto de 52,9% em relação a essa mesma população em 2015.
Outras 2,164 milhões de pessoas buscavam emprego havia pelo menos um ano, mas menos de dois anos, um crescimento de 46,6% nesse contingente em relação ao ano anterior.
Ainda entre os desempregados, 1,205 milhão buscava uma vaga havia menos de um mês, enquanto outros 6,086 milhões estavam na fila por um emprego havia pelo menos um mês, mas menos de um ano.




(Com Estadão Conteúdo)

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