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O Senador republicano americano Lindsey Graham, falando na Conferência sobre Segurança de Munique (sul da Alemanha), criticou a postura do presidente americano Donald Trump em relação à Rússia e disse que neste ano o Congresso dos EUA dará "um chute no traseiro da Rússia".
Graham considerou que o presidente americano Donald Trump havia se mostrado pouco firme com a Rússia depois do suposto ataque cibernético ao Partido Democrata e a sua candidata Hillary Clinton durante a campanha presidencial de 2016.
"Minha maior preocupação com o presidente Trump (...) é que ele nunca olhou diretamente para uma câmera e disse 'embora o Partido Democrata tenha sofrido a interferência russa, agora sou o líder do mundo livre e vocês vão pagar um preço'", disse Graham, que é membro do Comitê de Serviços Armados do Senado.
O senador afirmou que o Congresso deverá aprovar sanções contra Moscou "por interferir nas eleições nos EUA, além do que fizeram na Crimeia". "Meu objetivo é colocar (essa proposta de lei) no gabinete de Trump e espero que ele concorde com esta ideia. Como líder do mundo livre, deve trabalhar conosco para punir a Rússia", acrescentou.
Então, Graham dirigiu um recado a Sergei Lavrov, ministro russo de relações exteriores da Rússia: "ao meu colega Lavrov, espero que você finalmente sofra algumas consequencias pelo o que você e seu regime têm feito para as democracias. E 2017 será o ano de dar um chute no traseiro da Rússia no Congresso [dos EUA]".
As sanções estariam, sobretudo, destinadas aos responsáveis pelos ciberataques que abalaram a campanha de Hillary. Segundo Washington, o objetivo do poder russo era desestabilizar a democrata em benefício de Trump. Barack Obama havia anunciado novas sanções contra Moscou em dezembro, após este escândalo.

Sanções contra o Irã

Graham também afirmou que senadores republicanos dos planejam introduzir uma lei para impor mais sanções contra o Irã, acusando o país de violar resoluções do Conselho de Segurança da ONU ao testar mísseis balísticos e agir para desestabilizar o Oriente Médio.
"Penso que agora é hora do Congresso fazer o Irã assumir a responsabilidade sobre o que ele fez fora do programa nuclear", disse.
Tensões entre Teerã e Washington aumentaram desde que um teste de míssil balístico iraniano fez com que o governo do presidente Trump impusesse sanções contra indivíduos e entidades ligadas à Guarda Revolucionária do país.
"O Irã é um ator ruim, no maior sentido da palavra, no que tange a região. Para o Irã, eu digo, se vocês querem que tratemos vocês de forma diferente, então parem de construir mísseis, testá-los em desafio à resolução da ONU e escrever 'Morte à Israel' no míssil. Isto é uma mensagem mista", disse Graham.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammed Javad Zarif, disse durante entrevista coletiva anteriormente neste domingo que o Irã não responde bem a sanções ou ameaças.

Sanções x Acordo nuclear

O senador Christopher Murphy, membro do Comitê de Relações Internacionais do Senado, disse ao mesmo painel que não há nada prevenindo o Congresso de impor sanções além das que foram retiradas como resultado de um acordo nuclear de 2016 com o Irã.
Murphy, um democrata, disse apoiar o acordo nuclear no entendimento explícito de que não iria prevenir o Congresso de tomar ações contra o Irã fora da questão nuclear.
"Haverá uma conversa sobre qual é a resposta proporcional", disse Murphy, se referindo ao teste de míssil do Irã. "Mas eu não penso necessariamente que haverá divisão partidária sobre se temos ou não a habilidade como um Congresso de falar sobre questões fora do acordo nuclear".
Murphy disse que os Estados Unidos precisam decidir se querem ou não assumir uma função mais ampla no conflito regional.







G1.

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