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Experimentos com ratos mostraram que um ano de voo para Marte pode terminar com uma diminuição significativa do nível de inteligência por causa do bombardeamento de raios cósmicos no cérebro, diz um artigo publicado na segunda, dia 10 de outubro, na revista científica Scientific Reports.

"É uma notícia pouco agradável para os astronautas que serão enviados em uma expedição de dois ou três anos para Marte. O espaço traz novas ameaças para a saúde humana. A permanência prolongada sob influência dessas partículas provoca um leque de disfunções do sistema nervoso central, com redução da produtividade de trabalho, problemas de memória, inquietude, depressão e problemas na tomada de decisões. Muitas destas coisas continuarão a perturbar a pessoa mesmo depois de seu retorno à Terra", diz o astrofísico Charles Limoli, um dos responsáveis pelo estudo, em artigo publicado na Scientific Reports.

Limoli e os seus colegas chegaram a essa conclusão seguindo as mudanças no comportamento de dezenas de ratos, cujas cabeças foram bombardeadas com raios cósmicos parecidos com os que os astronautas encontrarão no caminho até o Planeta Vermelho: íons de titânio-48 e oxigênio-16, acelerados até uma velocidade próxima à da luz.

Depois de cada experimento, os cientistas verificaram como as capacidades intelectuais dos ratos mudaram após a exposição a esses raios. Um bombardeamento mais prolongado do cérebro, durante três meses, resultava em problemas de memória e perspicácia deteriorada, déficit de atenção e olfato deteriorado.

Todos esses problemas, segundo os cientistas, podem ser associados ao fato de os raios cósmicos impedirem que os neurônios formem os chamados espinhos – pequenos prolongamentos que os ajudam a se ligarem na células vizinhas e transmitirem sinais.

Porém, o estudo também apontou que nem todos os raios cósmicos influenciaram da mesma forma o cérebro dos ratos. Os problemas provocados pela radiação não desapareceram depois do fim do experimento.

Será que isso significa que o homem nunca viajará até Marte? A descoberta de Charles Limoli e demais cientistas indica que as espaçonaves do futuro deverão ser protegidas contra essas partículas carregadas provenientes do Sol.












(com Agência Sputnik)


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