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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou neste sábado a seu colega da França, François Hollande, "o compromisso do país com a Otan", em sua primeira conversa por telefone desde que o empresário assumiu o cargo no último dia 20 de janeiro, informou a Casa Branca em um breve comunicado.

Ambos também abordaram os "esforços combinados para eliminar o Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria", segundo a nota oficial.

Trump expressou suas "condolências pela perda de vidas em ataques terroristas na França durante os últimos dois anos".

Os dois presidentes concordaram em "continuar a estreita coordenação entre Washington e Paris em assuntos de preocupação mútua", acrescentou o comunicado da Casa Branca, que não inclui vários temas da conversa assinalados anteriormente pelo Eliseu em nota.

Segundo o governo francês, Hollande advertiu a Trump que o protecionismo é "uma resposta sem saída", em referência às receitas protecionistas do empresário, baseadas em sua ideia de "EUA, primeiro", apesar da Casa Branca não se referir a essa questão.

O chefe de Governo francês, segundo o Eliseu, também ressaltou a seu colega americano que a defesa da democracia implica no respeito dos princípios nos quais se sustenta, "em particular o apoio dos refugiados".

A França reagiu assim ao decreto lei assinado por Trump nesta sexta-feira que suspende por 120 dias a entrada de todos os refugiados e por 90 dias a concessão de vistos aos de sete países de maioria muçulmana com histórico terrorista (Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã) até que se estabeleçam novos mecanismos de apuração.

A Casa Branca também não repercutiu essa reprovação em seu comunicado oficial.

Trump também criticou no ano passado os parceiros europeus da Otan por não fornecerem fundos suficientes à Aliança, e sugeriu que poderia reduzir o apoio americano a esse bloco transatlântico, ao mesmo tempo que expressava sua vontade de melhorar as relações com a Rússia. 





EFE.

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