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O ex-deputado ucraniano, Aleksandr Golub, alerta que a recente aprovação da lei que autoriza o acesso das forças estrangeiras ao território do país poderá causar uma guerra de larga dimensão.
Em entrevista ao serviço russo da rádio Sputnik, Golub informou que, devido à guerra contínua no leste ucraniano, tal decisão do parlamento do país parece ser "provocatória":
"O governo ucraniano não esconde o fato de contar com o apoio de exércitos e especialistas estrangeiros tanto na política externa, como na interna", opina.
Ao mesmo tempo, Golub aponta uma contradição existente – por um lado, Kiev afirma ter o segundo maior exército da Europa, por outro, convida tropas estrangeiras.
"Estamos evidenciando um fenômeno muito interessante: a propaganda ucraniana continua afirmando que a Ucrânia possui o segundo exército mais poderoso da Europa que a defende da assim chamada 'planejada agressão russa'", observa o ex-deputado.
Golub recordou que, recentemente, o Ministério da Defesa ucraniano prometeu que as Forças Armadas do país passarão por treinamento necessário e estarão completamente equipadas com armas e outros meios técnicos até 2020 e que sua estrutura será otimizada.
O governo da Ucrânia reiterou repetidas vezes que os acordos de Minsk são o único obstáculo que impede não apenas a tomada de Donbass e da Crimeia por tanques ucranianos, mas também o avanço ao território russo e a tomada de tais cidades como Rostov-no-Don e Belgorod, aponta Golub.
Por outro lado, devido à Ucrânia não estar em condições de recusar ajuda do exterior, os ucranianos se apressaram em solicitar a entrada de tropas estrangeiras à Ucrânia, ressalta o ex-deputado.
Na quinta-feira (19), a Suprema Rada da Ucrânia aprovou uma lei que autoriza a presença de unidades militares estrangeiras em território ucraniano, ao longo deste ano, para participação de manobras internacionais, inclusive dos exercícios ucraniano-americanos Sea Breeze 2017 e Rapid Trident 2017. A nova lei se aplica às tropas dos EUA e da OTAN. No entanto, a 10ª disposição dos acordos de Minsk, celebrados em 15 de fevereiro de 2015, impõe a efetuação da retirada de todas as unidades armadas e material bélico estrangeiros, assim como dos mercenários, do território da Ucrânia sob supervisão da OSCE. Também é exigido o desarmamento de todos os grupos armados ilegais.
As autoridades da Ucrânia continuam realizando, desde fevereiro de 2014, uma operação militar contra as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL) que, preocupadas com a política das novas autoridades do país, decidiram ficar juntas e formar a região de Donbass, rejeitando a legitimidade do novo gabinete de Kiev.





Sputnik.

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