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O Corpo dos Guardiões da Revolução do Irã descartou neste sábado a possibilidade que o regime sírio permita a presença de Arábia Saudita e Catar nas futuras conversas de paz com a oposição.

Em uma entrevista à agência "Tasnim", o porta-voz desse órgão, o general Ramezan Sharif, ressaltou que a Síria "definitivamente desaprovará" que estes dois países participem do diálogo, como sugeriu a Rússia.

"Os regimes saudita e catariano lideraram o apoio logístico, financeiro e midiático aos grupos terroristas que causaram estragos na Síria durante seis anos", destacou.

No entanto, Sharif indicou que a Turquia pode desempenhar "um papel positivo se revisar suas políticas anteriores e respeitar a legitimidade do governo sírio".

O porta-voz lembrou que a Turquia, que respaldou à oposição síria da mesma forma que Arábia Saudita e Catar, se coordenou recentemente com a Rússia e o Irã nos esforços para alcançar a paz na Síria.

Rússia e Turquia anunciaram no último dia 29 de dezembro um acordo de cessar-fogo entre o regime de Bashar al Assad e a oposição síria, que já sofreu algumas violações, mas se mantém na maior parte do país.

Nesse dia, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, assegurou que Arábia Saudita, Catar, Egito, Jordânia e Iraque serão convidados a somar-se ao acordo de paz na Síria.

Os presidentes russo, Vladimir Putin, e turco, Recep Tayyip Erdogan, determinaram que as negociações de paz sírias - estagnadas desde o último mês de abril - sejam retomadas em Astana, capital do Cazaquistão. 





EFE.

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