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O jornal estatal chinês Global Times alertou o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a China pode buscar vingança se ele renegar a política de uma China única, horas após a presidente de Taiwan ter feito uma controversa escala em Houston, no Texas, durante viagem para a América Central.
A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, encontrou-se com parlamentares republicanos durante a parada em Houston, no domingo, a caminho de Honduras, Nicarágua, Guatemala e El Salvador. Tsai também fará uma parada em San Francisco em 13 de janeiro, para então voltar a Taiwan. 
A China havia solicitado aos EUA que não deixassem Tsai entrar no país ou ao menos realizar reuniões formais de governo, sob a justificativa de sua "política de uma China”.
Pequim considera Taiwan, que tem governo próprio, uma província renegada e inelegível para realizar tratativas de Estado. O assunto é sensível para a China. 
Uma fotografia no Twitter do governador do Texas, Greg Abbott, mostra o político durante encontro com Tsai, próximos a uma mesa adornada com as bandeiras dos EUA, do Texas e de Taiwan. 
O gabinete de Tsai informou na segunda-feira que ela também falou por telefone com o senador norte-americano John McCain, presidente do poderoso Comitê das Forças Armadas do Senado, e com o também senador Ted Cruz.
“Desafiar o princípio (de China unida) não é um capricho solicitado pela China a presidentes dos EUA, mas uma obrigação de presidentes dos EUA na manutenção de relações com a China, e de respeito à ordem existente na região Ásia-Pacífico”, disse o Global Times em um editorial no domingo. 
O influente jornal é publicado pelo Diário do Povo, do Partido Comunista chinês.
Trump foi alvo de duras críticas em Pequim no mês passado ao aceitar um telefonema de parabéns vindo de Tsai por vencer as eleições presidenciais norte-americanas, levando a questionamentos do comprometimento dos EUA sobre a posição da China de que Taiwan é parte de seu território. 
“Se Trump renegar a política de uma China após assumir o cargo, o povo chinês vai exigir que o governo se vingue. Não há jeito de negociar”, disse o Global Times.





Reuters.

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