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O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), órgão responsável pela medição oficial de terremotos na Itália, não descarta a hipótese de novos tremores iguais ou mais fortes que os da última quarta-feira (18), que tiveram magnitudes superiores a 5.0 na escala Richter.  

No entanto, segundo o presidente do órgão, Carlo Doglioni, é impossível prever quando os novos sismos ocorrerão. "Não sabemos quanta energia ainda falta para ser liberada, porém é mais do que legítimo dizer que não podemos excluir um evento mais importante, embora não seja possível falar quando", declarou.  

Desde 24 de agosto de 2016, quando um terremoto devastou a cidade de Amatrice, o centro da Itália já sofreu 47,6 mil atividades sísmicas com magnitudes iguais ou maiores que 2.0, ou seja, uma a cada quatro minutos e meio.  

A maioria delas passou despercebida pela população, mas algumas foram devastadoras, como a que derrubou boa parte do município de Norcia, na Úmbria, no último dia 30 de outubro. Na quarta-feira passada, os tremores mais fortes foram de 5.1, 5.4 e 5.5, e todos esses 47,6 mil sismos nasceram do mesmo sistema de falhas ativado em 24 de agosto.  

O país está localizado sobre as placas tectônicas africana e euroasiática, que se chocam constantemente. Além disso, a primeira se move cerca de dois centímetros por ano rumo ao norte, movimentando a cordilheira dos Apeninos, espécie de "espinha dorsal" que corta a Península Itálica.






ANSA.

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