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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) avisou sobre o risco de haver uma geração perdida de crianças sírias: o total de 2,7 milhões de crianças sírias não têm possibilidade de acesso à educação devido ao conflito armado.
A emissora Sputnik falou com Najwa Mekki da UNICEF, que confirmou as condições terríveis nas quais as crianças da Síria se encontram.
Na sexta-feira (20), a organização, que faz parte das Nações Unidas, divulgou um relatório que fala dos 2,7 milhões de crianças sírias que não estão sendo ensinadas, com a maioria delas se encontrando em regiões dentro do país, permanecendo em risco devido à guerra que já dura por quase seis anos.
Quase meio milhão de crianças atualmente estão sendo admitidas em escolas na Turquia, mas o país está atualmente limitado em recursos para oferecer educação a todos os jovens refugiados, sendo que o país é um dos líderes mundiais no acolhimento de refugiados.
Mekki, especialista em comunicações da UNICEF, falando com a Sputnik, explicou como foi feita a contagem das crianças divulgada no relatório.
"Consideramos o número de crianças sírias que não estão frequentando a escola tanto dentro da Síria, onde são um pouco mais de 2 milhões, como no resto dos países onde as crianças sírias vivem como refugiados. Para onde elas foram forçadas a ir por causa da guerra na Síria e foram forçadas a se tornarem refugiados," disse.
A entrevistada especificou que os países mencionados incluem Líbano, Jordânia, Turquia, Iraque e Egito.
Claramente, os terrores da guerra e ameaça à vida estão na atenção dos especialistas da UNICEF, mas entre outros problemas há também a possibilidade de as crianças que atualmente não estão recebendo educação poderem se tornar uma ‘geração perdida’:
"Qual é o futuro de uma criança que não tem possibilidade de frequentar a escola? Qual é o futuro do país ao qual esta criança pertence? Qual é o futuro do mundo quando você olha para a próxima geração de pessoas sem educação?"
A entrevistada apelou a todos os países que acolhem crianças da Síria para compreenderem que eles não escolheram se tornar refugiados e que é importante garantir seus direitos básicos – "à educação, saúde, acesso a serviços, a algo que lhes permita sobreviver e fazer isso com dignidade".





 Sputnik.

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