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Aliados de Sérgio Cabral (PMDB-RJ) que estiveram com o ex-governador do Rio de Janeiro nos últimos dias afirmam que há possibilidade de ele tentar firmar um acordo de delação premiada. Segundo informações do jornal O Globo, abatido com a prisão em novembro durante a operação Calicute e alvo da segunda fase, deflagrada nesta quinta (26), Cabral passou a considerar a delação.

 “Pelo tipo de prisão que existe no Brasil, acho que ninguém deixará de fazer delação. Ninguém aguenta ficar na prisão, independente de ter errado ou não. Ele pode aguentar seis, oito meses, mas no final vai ter que ceder”, disse um aliado do peemedebista. Parte do comando da Lava-Jato já recebeu sinais da ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo, de que pode ocorrer uma negociação para uma delação premiada é a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, também presa em Bangu. 

De acordo com investigadores, o potencial de uma eventual delação de Adriana Ancelmo é grande, e lembram que a madrinha da renovação de votos dela com Cabral, em 2010, foi a ex-presidente Dilma Rousseff e o padrinho, o ex-presidente Lula. Outro aliado aponta que a inclinação de Cabral para depor se dá por conta da exposição da mulher e de seus filhos, após a prisão. “Para quem interessa uma delação? Ele delataria o quê? Será que ele tem alguém para entregar em nível nacional? Realmente não sei. 

O que angustia ele demais é a prisão da Adriana e as crianças, isso tira o sossego dele. Ele levava as crianças na escola, que agora estão sofrendo bullying”, afirmou. Não há certeza, no entanto, se a força-tarefa aceitaria as informações de Cabral -- o Ministério Público Federal e a Polícia Federal querem descobrir se tem mais dinheiro depositado fora do país em benefício de Cabral ou de algum laranja. Funcionários que participam das investigações afirmam que só há espaço para uma mega delação, de forma a punir pelo menos um dos maiores beneficiados pelo esquema de corrupção. 

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