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A chanceler venezuelana Delcy Rodriguez denunciou nesta quarta-feira (14) uma conspiração contra o seu país, após não ter sido autorizado a participar da reunião do Mercosul realizada hoje na sede do Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

"Os ministros das Relações Exteriores da Tríplice Aliança em conluio contra a Venezuela e o Mercosul se recusam a dialogar com a Bolívia e a Venezuela", escreveu Rodriguez em sua conta no Twitter, junto à foto de uma sala vazia da chancelaria argentina, que havia sido preparada para a reunião.


Em uma postagem anterior, ela aparecia sentada ao lado do chanceler boliviano David Choquehuanca, "esperando os chanceleres" dos outros países.

Por "tríplice aliança", Rodriguez referiu-se aos governos da Argentina, do Brasil e do Paraguai, que no início do mês resolveram expulsar a Venezuela do bloco sul-americano, o que foi considerado como um golpe de Estado por Caracas.


Em 29 de julho, o Uruguai encerrou seu mandato de seis meses à frente da presidência do bloco e não repassou o cargo à Venezuela, como determinava o estatuto do bloco. Brasil, Argentina e Paraguai têm, desde então, somado esforços para impedir que o país assuma o posto, chegando a autoproclamar uma gestão compartilhada entre os três países. Juridicamente, contudo, a manobra não tem amparo nos estatutos do bloco. Na prática, o Mercosul está com a presidência vaga desde 1º de agosto.

No entanto, na reunião extraordinária de hoje realizada em Buenos Aires sem a presença da representante venezuelana, a presidência pro tempore do bloco foi transferida para a Argentina, para o primeiro semestre de 2017. Participaram do encontro os ministros das Relações Exteriores da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai. A Bolívia, por sua vez, está à espera de sua adesão ao bloco. 

Em comunicado após a notícia, Rodriguez​ assegurou que a Venezuela continuará exercendo suas funções na presidência do Mercosul apesar de ter sido expulsa do bloco.

  "Continuaremos presidindo o Mercosul até que sejam apresentadas as condições para a transição da presidência para a Argentina", disse a chanceler. Do lado de fora do Palácio San Martin, sede do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, centenas de manifestantes de organizações sociais expressaram seu apoio à Venezuela. 

O país foi suspenso como membro pleno do Mercosul por descumprir o prazo que tinha sido imposto para que atendesse às regras do bloco, particularmente no que diz respeito a normas relacionadas a direitos humanos e à separação de poderes.

O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, afirma que as medidas de "assédio" contra seu país são parte de uma campanha internacional orquestrada por governos de direita da Argentina, do Brasil e do Paraguai, a fim de deslegitimar a Venezuela.







Sputnik.

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