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Um tsunami (ou tsunâmi, do japonês 津波 significando literalmente onda de porto) é uma onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como, por exemplo, um sismo, atividade vulcânica, abrupto deslocamento de terras ou gelo ou devido ao impacto de um meteorito dentro ou perto do mar. Há quem identifique o termo com "maremoto" - contudo, maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de facto originar um(a) tsunami.


Resultado do Tsunami em 2004 na Índia onde morreram cerca de 220.000 mil pessoas
A maioria dos tsunamis são gerados por terremotos submarinos


Deslizamentos de terra submarinos, que acompanham muitas vezes os grandes tremores de terra, bem como o colapso de edifícios vulcânicos podem, também, perturbar a coluna de água, quando grandes volumes de sedimentos e rocha se deslocam e se redistribuem no fundo do mar. Uma explosão vulcânica submarina violenta pode, do mesmo modo, levantar a coluna de água e gerar um tsunami. Grandes deslizamentos de terra e impactos de corpos cósmicos podem perturbar o equilíbrio do oceano, com transferência de momento destes para o mar. Os tsunamis gerados por estes mecanismos dissipam-se mais rapidamente que os anteriores, podendo afectar de forma menos significativa a costa distante.

Os tsunamis têm um comportamento muito diferente das típicas ondas de surf; propagam-se a altas velocidades e podem percorrer distâncias transoceânicas sem grande perda de energia. Uma tsunami pode causar estragos a milhares de quilómetros de distância da sua origem, podendo passar muitas horas entre a sua criação e o seu impacto na costa, chegando bastante depois da onda sísmica que a originou.

Tipicamente, cerca de dez minutos antes de um tsunami, o mar recua da costa, expondo parte do leito marinho. Se a inclinação for rasa, este recuo pode exceder 800 metros. As pessoas inconscientes do perigo podem permanecer na costa, devido à curiosidade, mas este pode ser um sinal de advertência da vinda de um tsunami. Pode haver diversas ondas, com intervalos entre dois e quarenta e cinco minutos.

Índia 2004
Estas características ocorrem porque as tsunamis possuem períodos extremamente longos e também grandes comprimentos de onda. Enquanto que as típicas ondas provocadas pelo vento, que podemos observar numa praia onde se pratica surf - geradas, por exemplo, por uma tempestade longínqua - sucedem-se de forma ritmada com um período de 10 segundos e comprimento de onda de 150 metros, as tsunamis podem ter períodos da ordem de uma hora ou mais, e comprimentos de onda que podem exceder os cem quilômetros.


No mar alto as ondas dos tsunami não são praticamente detectáveis: a sua altura não excede alguns metros e é muitas vezes inferior a um metro. Viajam a velocidades de avião a jacto pelo oceano e descem depois para velocidades de auto-estrada ao aproximarem-se da costa. E é só quando se aproximam da costa que elas crescem a alturas terrificantes - geralmente de 5 a 20 metros. (No tsunami mais destruidor que se conhece, que foi gerado pela explosão vulcânica do Krakatoa, em 1883, e viajou através do Pacífico a cerca de 500 km/h, as ondas chegaram a ter 40 metros de altura.)

Por vezes, as ondas ao chegarem à costa causam apenas uma repentina e enorme inundação, do tipo das que são causadas pelas marés.

É quando o perfil da costa causa uma refracção, que concentra a energia das ondas, que se formam ondas altíssimas, como se fossem uma perigosa e alta parede de água que avança para a costa. O primeiro sinal que anuncia a sua chegada à costa é a formação ao longe de uma onda mais elevada do que é usual, acompanhada muitas vezes por um som de trovão e depois por um som como o de um helicóptero que estivesse muito perto. Passados alguns minutos, o primeiro grande vale chega e os sons vão desaparecendo. A água é sugada da praia como se tivesse começado bruscamente uma fortíssima maré baixa. A praia fica cheia de peixes e com as rochas do fundo à vista. Depois de alguns minutos de silêncio, chega a primeira onda à praia, acompanhada muitas vezes por um silvo parecido com o de um avião a jacto que voasse baixo.

E seguem-se sempre mais ondas, separadas entre si por intervalos que podem ir de quinze minutos a várias horas. Normalmente, as terceiras ou quartas são as mais altas e destruidoras.


Japão 2011

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