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Chefe do Departamento de Doenças Contagiosas sublinha risco de possível epidemia que pode precisar de tempo para controlar; responsável disse à ONU News que último surto ensinou a conhecer necessidades e melhorar cuidados.
O ébola continua a ser uma preocupação de saúde pública, afirmou esta sexta-feira a diretora do Departamento das Doenças Contagiosas do Escritório Regional para África da Organização Mundial da Saúde, OMS.
Falando à ONU News, em Bissau, Magda Robalo afirmou que 2016 marca o fim da epidemia que durou dois anos, mas não se deve baixar a guarda por "existirem condições para uma nova explosão."
Nova doença
"Devemos continuar a reforçar a preparação e a resposta às epidemias, porque a questão não é se vai haver, a questão é quando e de quê. Mas nós sabemos que as nossas populações, nós todos e o mundo inteiro corremos o risco de ter uma epidemia de um vírus ou uma doença que podem levar um tempo a ser controlados. Por isso temos que continuar a trabalhar."
A representante afirmou que apesar de vários países estarem a reforçar os seus sistemas de saúde paira a ameaça que um novo "abalo à sua estrutura".
Ela defende que é preciso continuar o trabalho com as comunidades para restaurar a confiança nos sistemas sanitários.  Para Robalo, as populações devem participar ativamente na prestação de cuidados de saúde tal como as outras áreas.
Preparação
"Que a vigilância epidémica seja uma realidade que em real time (tempo real) possamos saber onde é que estão os casos, o que aconteceu e que possamos montar uma resposta à altura, eficaz e evitar o alastramento a nível mundial porque isso põe em causa as viagens, as economias, a própria segurança das pessoas. Isso é uma situação que nós não podemos voltar a viver. Para podermos dizer 'nunca mais' temos que ser firmes naquilo que devem ser as medidas de preparação e de luta."
O último surto de ébola provocou a morte de 11 mil pessoas desde 2014 na África Ocidental. Robalo destacou que a doença é "um grande desafio para os países afetados e vizinhos, a comunidade internacional e a OMS."
Para a diretora, a grande lição do surto agora controlado é que "é preciso deixar de acreditar que se conhece o que as pessoas precisam para atuar juntamente com elas, conhecer as suas necessidades e oferecer os melhores cuidados."




 Rádio ONU.

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