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Nos últimos tempos, a Rússia se tornou alvo de acusações falsas e foi submetida a uma onda de críticas infundadas por coisas que não fez. O que nos faz querer saber o que acontece de verdade na Síria.
"Todos as mídias internacionais continuam seguindo a situação na Síria e, em particular, em Aleppo, mas, por alguma razão, a descrevem muitas vezes de uma forma muito unilateral. Não é raro o foco segundo o qual a Rússia é "a má da fita" ou é culpada da morte da população civil. Teremos que ver se é realmente assim", escreve Yuri Korchagin, embaixador da Rússia em Madri, em um artigo no jornal espanhol ABC.

O autor lembra os ataques da Força Aeroespacial russa contra os terroristas em Aleppo realizados em 18 de outubro. Algumas mídias falavam de "mortes entre a população civil", e mencionam o chamado Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
"Mas sabem que a ONG se baseia em Londres e consiste de uma única pessoa? Esta organização obtém sua informação ‘no terreno' de fontes supostamente confiáveis, porém as mesmas não são reveladas, seus dados não têm provas e, para piorar, foram desmentidos várias vezes. Então, será que se pode confiar cegamente nesta informação?", pergunta Korchagin.
Desde fevereiro, a Rússia estabeleceu na Síria o Centro para a Reconciliação e, graças a seu desempenho, em apenas dez meses de atuação, 1.070 municípios e 94 grupos armados se juntaram ao processo de reconciliação. Mas a mídia ocidental prefere fazer vista grossa destes resultados.
Além disso, com o apoio da Rússia, foi iniciada a retirada dos grupos extremistas e de suas famílias de Aleppo, através de corredores humanitários. "Muito se fala da situação catastrófica da população civil síria. A Rússia envia ajuda humanitária, dezenas de milhares de toneladas de produtos alimentares, medicamentos, bens de primeira necessidade, geradores elétricos, etc., Moscou tem prestado também apoio médico: o Ministério da Defesa e o Ministério para Situações de Emergências da Rússia enviaram diversos hospitais móveis para a Síria. Há pouco, duas médicas russas que ajudavam as crianças em um desses hospitais morreram por causa de um ataque deliberado de grupos extremistas", destaca Yuri Korchagin.

"O objetivo da Rússia é transparente. Queremos que seja o povo da Síria a decidir seu futuro. Defendemos o respeito à soberania, à independência, à unidade e integridade territorial da Síria como um estado multiétnico, multiconfessional, democrático e laico. E, para que não haja dúvida, lutamos contra a ameaça terrorista representada pelo Daesh e Frente al-Nusra (grupos terroristas proibidos na Rússia)", conclui o autor.





Sputnik.

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