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O “terrorismo islâmico” é o maior desafio da Alemanha, disse neste sábado a chanceler alemã, Angela Merkel, em discurso à nação antes das comemorações do Ano Novo, em que também prometeu a aprovação de leis que melhorem a segurança do país após o ataque ocorrido em Berlim antes do Natal.
Merkel, que tentará ser eleita para o cargo pela quarta vez consecutiva em 2017, descreveu 2016 como um ano que deu a muitos a impressão de que o mundo “virou de cabeça para baixo”. A chanceler pediu que os alemães derrotem o populismo, e afirmou que a nação deve ter liderança no encaminhamento de soluções para os desafios da União Europeia.
“Muitos ligam 2016 ao sentimento de que o mundo virou de cabeça para baixo, ou que coisas que sempre foram tidas como avanços agora são questionadas. A União Europeia é um exemplo”, disse.
“Ou também posso citar a democracia parlamentar, que, de acordo com alguns, não estaria atendendo aos interesses dos cidadãos, mas apenas de alguns poucos. Que distorção!”, acrescentou a chanceler, em uma referência velada ao partido de extrema-direita Alternativa Para a Alemanha (AfD), que está roubando votos de sua legenda.
Atualmente, as pesquisas apontam que o bloco conservador que Merkel lidera tem boa vantagem sobre os rivais, mas o cenário eleitoral mais fracionado pode complicar a aritmética que mantém a coalizão no poder.
“Ano eleitoral de 2017: para Merkel, nada é certo”, diz a manchete do diário popular Bild.
O jornal escreveu que um número crescente de eleitores da chanceler, que tem 62 anos, poderia mudar de voto.
Liberais de todo o eixo do Atlântico consideram Merkel um pilar de estabilidade e racionalidade em um ano em que os norte-americanos elegeram Donald Trump como presidente, os britânicos votaram pela saída da UE e a relação entre EUA e Rússia voltou a níveis de tensão da época da Guerra Fria.
Em seu discurso, Merkel comparou o Brexit a uma “profunda ruptura” e afirmou que, embora a UE esteja “lenta e difícil”, seus Estados-membro deveriam se concentrar nos interesses em comum, que transcenderiam os nacionais.
“E, sim, a Europa deve se concentrar naquilo que pode ser realmente melhor do que um Estado nacional”, afirmou. “Mas nós, alemães, não devemos nunca nos deixar convencer que as nações terão um melhor futuro no cada um por si”.





Reuters.

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