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A Itália registrou nesta quinta-feira (29) mais duas mortes por meningite bacteriana, incluindo a de um bebê de 22 meses, e um caso de contaminação grave.  

Os novos episódios envolvendo a doença ligaram o alerta no país e reacenderam apelos para que a população se vacine. Na última quarta (28), o menino, nascido em fevereiro de 2015, havia dado entrada no Hospital Meyer, de Florença, em estado gravíssimo e com febre alta.  

Os médicos ainda tentaram tratá-lo, porém já era tarde demais. O diagnóstico confirmou meningite tipo C, doença que já matou outras seis pessoas na Toscana apenas em 2016. A região realiza desde o ano passado uma campanha de vacinação que já atingiu boa parte da população, mas muitas famílias ainda não se preveniram.   
Os pais e os colegas de creche do menino foram colocados sob acompanhamento devido ao risco de transmissão da bactéria.  

"Neste momento, não vacinar as crianças na Toscana contra a meningite é coisa de irresponsáveis", declarou o presidente do Instituto Superior de Saúde (ISS), Walter Ricciardi. O órgão é ligado ao Serviço Sanitário Nacional.  

No entanto, outras regiões também registraram casos, como a Campânia, onde um homem de 18 anos faleceu nesta quinta vítima da doença. Assim como o menino toscano, ele havia sido internado em estado grave na última quarta, mas não resistiu. O jovem residia em Agerola, nos arredores de Nápoles.  

Além disso, uma peruana de 34 anos foi levada para a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital San Martino, em Gênova, também com meningite bacteriana. Suas condições são críticas. A doença é caracterizada por uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro e pode ser causada por vírus ou bactérias, sendo esta última mais rara, porém mais mortal. 





ANSA.

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