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O silêncio interrompido por um estrondo, a tranquilidade tomada pelo desespero, vidraças que se estilhaçaram. Durante o ano, esta situação se repetiu em diversos países.

Logo na primeira semana de 2016, no dia 3 de janeiro, um terremoto de magnitude 6,8 abalou o nordeste da Índia, perto da fronteira com Myanmar e Bangladesh.

Já em 25 de janeiro, um tremor de 6,3 graus na escala Richter foi registrado no mar de Alborán, sendo sentido no sul da Espanha e no norte do Marrocos. Após um forte abalo no dia 6 de fevereiro, a região sul de Taiwan foi sacudida, o que resultou no desmoronamento de um edifício e na morte de cerca de 116 pessoas.

Oito dias depois, na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, um tremor de 5,8 graus que deixou 40 pessoas feridas. As sirenes dos serviços de emergência ressoaram nas ruas e pelo menos um prédio teve de ser evacuado.
Em abril, no Japão foi registrado um terremoto de 6,4 graus na escala Richter no sul do país, próximo a Kumamoto, que acabou com a morte de duas pessoas.

Do outro lado do oceano, o terremoto no Equador entrou para a lista dos piores tremores da América Latina. Em 16 de abril, um abalo sísmico de 7,8 graus na escala Richter matou 659 pessoas e deixou mais de 26 mil desabrigados. O presidente Rafael Correa decretou estado de emergência no país.
O Brasil tremeu

Em 2 de maio, foi a vez do Brasil sentir a terra tremer. Ao menos nove cidades da região metropolitana de Belo Horizonte foram atingidas por um sismo de magnitude 3,7, considerado o maior abalo já registrado na região.

O tremor foi provocado por uma acomodação de falhas geológicas e, de acordo com o departamento de sismologia da Universidade de Brasília, só neste ano já foram registrados 122 tremores de terra no país.

No mês de agosto, Myanmar, país localizado na Ásia, foi atingida por um tremor de magnitude 6,8, o que levou três pessoas a óbito e danificou tradicionais templos religiosos da antiga capital Bagan.

Terror na Itália
Mas foi no dia 24 do mesmo mês, que a Itália começou a viver um período dramático. Às 3h36 da madrugada, um forte tremor de 6 graus na escala Richter abalou a região central do país, causando a devastação de cidades inteiras, como Amatrice e Arquata del Tronto.

Segundo dados do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia(INGV), foram registradas mais de 100 réplicas.

Durante dois meses, a Itália sofreu três terremotos com magnitudes superiores a 5 e 6 graus. Os abalos provocaram a morte de quase 300 pessoas,  além de deixarem 40 mil desabrigados e ruírem centenas de construções históricas.
Em 7 de dezembro, um tremor de magnitude 6,5 atingiu a Província de Aceh, situada no extremo norte da ilha de Sumatra. Ao menos 100 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. Já no dia 21, as ilhas Barat Daya, no leste da Indonésia, também foram atingidas por um terremoto de 6,5 graus.

Já o Chile entrou em alerta em plena comemoração do Natal, no dia 25 de dezembro, ao sentir os tremores de um terremoto de magnitude de 7,7 graus.

Por que os terremotos acontecem
Segundo o professor especialista em sismologia da Universidade Mackenzie, Waldir Stefano, "há 12 principais grandes placas que podem apresentar três tipos de movimentos. O divergente, quando [as placas] se afastam; o convergente, quando há colisão entre diferentes placas; e o cisalhamento, deslocamento em planos diferentes", disse.

Os movimentos sísmicos, responsáveis por uma série de fenômenos naturais na Terra, são constantes, mas a magnitude dos tremores depende da quantidade de energia acumulada na terra ao longo dos séculos.

O temido Círculo de Fogo
No dia 21 de novembro, um terremoto de magnitude 7,3 atingiu o Japão e resultou em um tsunami na região de Fukushima.

Stefano explicou que a região está no chamado Círculo de Fogo, uma zona de elevada instabilidade formada por uma série de fossas geológicas encontradas no fundo do oceano. Além do Japão, países como Indonésia, Estados Unidos e Colômbia integram a área de perigo.

"Sua formação está relacionada com o encontro de várias placas tectônicas, tornando os países localizados nessa região uma zona com forte presença de terremotos e tsunamis", afirmou.
 





ANSA.

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