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O presidente da organização de controle do tabagismo Campanha para Crianças Livres de Tabaco (CTFK), Matthew L. Myers garante que o cigarro hoje é mais letal do que o vendido há 50 anos. Entre as razões para o aumento do risco, afirma, está à mudança do design do cigarro, o que permite maior absorção da fumaça pelo fumante. Myers, que esteve no Brasil recentemente, criticou a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal suspendendo os efeitos da proibição do uso de aditivos no cigarro no País. Para ele, o Brasil perdeu a liderança no combate ao tabagismo.

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo ele disse que “o cigarro passou a ser relacionado com câncer de pulmão e doenças cardíacas, a indústria tomou medidas para tentar melhorar a imagem do produto. Mas as mudanças acabaram por aumentar o risco. Recentes estudos feitos nos Estados Unidos mostram que o risco de o fumante morrer de causas relacionadas ao cigarro aumentou em relação ao que era registrado no passado. Artigos mostram, por exemplo, que o risco de desenvolver câncer de pulmão entre homens fumantes dobrou nos últimos 50 anos e, entre as mulheres, é cinco vezes maior”.


Há meses pesquisando os níveis de urânio e tório em cigarros de diversas marcas com a técnica da microanálise nuclear por feixe de elétrons, o físico João Arruda Neto, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, chegou a uma surpreendente conclusão: os níveis de radiatividade encontrados nos cigarros brasileiros são altíssimos e chegam a ser 11 vezes superiores aos padrões internacionais. Um fato que surpreendeu foi em relação aos cigarros “light” com menor teor de alcatrão e nicotina. Eles apresentam índices mais elevados de radiatividade.